Bastou a participação na série ‘‘Anos Rebeldes’’ para que a atriz Cláudia Abreu despontasse definitivamente como uma das melhores atrizes da tevê - a ponto de ganhar um apelido com o qual ela não concorda: ‘‘Musa dos caras-pintadas’’. Para ela, essa fama foi criada involuntariamente, quando, ao mesmo tempo em que a tevê mostrava um episódio da história política do País, os jovens saíram às ruas para pedir o impeachment de Fernando Collor. Agora, com sua participação em três filmes em cartaz atualmente, mais um a ser lançado e escalada para uma quinta produção em menos de dois anos, Cláudia corre o risco de ganhar um novo apelido - ‘‘a nova musa do cinema brasileiro’’. Mas deste, com certeza, ela vai gostar.
A garota do Leblon que começou a carreira artística no Tablado, atuando em peças infantis, pode ser vista nos cinemas em ‘‘Tieta do Agreste’’, de Cacá Diegues; ‘‘Ed Mort’’, de Alain Fresnot, e ‘‘O que é Isso, Companheiro?’’, de Bruno Barreto. E também está em ‘‘A Guerra de Canudos’’, de Sérgio Rezende, ainda a ser lançado.
Aos 26 anos, Cláudia Abreu diz que não se afastou definitivamente da tevê e nem do teatro. O problema é a falta de tempo, explica. Se falta tempo, sobram convites. Tem papel garantido em qualquer uma das próximas novelas da Globo. No momento, ela curte sua personagem em ‘‘A Guerra de Canudos’’ - Luiza, a protagonista do filme. Garante que é sua melhor personagem, se bem que Cibele, a engraçada apresentadora de um programa infantil de ‘‘Ed Mort’’, esteja rendendo muitos elogios. Cláudia também é elogiada por seu papel em ‘‘O Que é Isso, Companheiro?’’, em que faz uma guerrilheira que enfrenta conflitos interiores. E ela não vai parar por aí. Logo depois de ‘‘Canudos’’, embarcará em mais um projeto cinematográfico, o filme ‘‘O Matador’’, com motivação especial: o diretor, José Henrique Fonseca, é seu novo namorado.

mockup