Musa brilha no cinema
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de junho de 1997
Cleide Cavalcante Agência Estado 
Bastou a participação na série Anos Rebeldes para que a atriz Cláudia Abreu despontasse definitivamente como uma das melhores atrizes da tevê - a ponto de ganhar um apelido com o qual ela não concorda: Musa dos caras-pintadas. Para ela, essa fama foi criada involuntariamente, quando, ao mesmo tempo em que a tevê mostrava um episódio da história política do País, os jovens saíram às ruas para pedir o impeachment de Fernando Collor. Agora, com sua participação em três filmes em cartaz atualmente, mais um a ser lançado e escalada para uma quinta produção em menos de dois anos, Cláudia corre o risco de ganhar um novo apelido - a nova musa do cinema brasileiro. Mas deste, com certeza, ela vai gostar.
A garota do Leblon que começou a carreira artística no Tablado, atuando em peças infantis, pode ser vista nos cinemas em Tieta do Agreste, de Cacá Diegues; Ed Mort, de Alain Fresnot, e O que é Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto. E também está em A Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende, ainda a ser lançado.
Aos 26 anos, Cláudia Abreu diz que não se afastou definitivamente da tevê e nem do teatro. O problema é a falta de tempo, explica. Se falta tempo, sobram convites. Tem papel garantido em qualquer uma das próximas novelas da Globo. No momento, ela curte sua personagem em A Guerra de Canudos - Luiza, a protagonista do filme. Garante que é sua melhor personagem, se bem que Cibele, a engraçada apresentadora de um programa infantil de Ed Mort, esteja rendendo muitos elogios. Cláudia também é elogiada por seu papel em O Que é Isso, Companheiro?, em que faz uma guerrilheira que enfrenta conflitos interiores. E ela não vai parar por aí. Logo depois de Canudos, embarcará em mais um projeto cinematográfico, o filme O Matador, com motivação especial: o diretor, José Henrique Fonseca, é seu novo namorado.


