Quadro negro e giz? Que nada! Em tempos regidos pela geração Ipod, MSN e afins, o livro escolar e seu conteúdo deixaram de ser as estrelas solitárias. Agora, a Projeção Multimídia é a nova arma de muitos professores na busca para consolidar a atenção de seus respectivos pupilos. Em entrevista à FOLHA, Pedro Luiz, diretor de um Grupo Educacional, de Curitiba, conta um pouco mais sobre a engenhoca, que conjuga som e imagem.

1. Trata-se de um novo método de educar? ''Sim. Descrever as maravilhosas obras romanas ou gregas tem uma atratividade muito menor do que mostrá-las em detalhes, como é possível com um auxílio de um computador'', explica Pedro Luiz.

2. O mesmo se aplica aos sons? ''As ferramentas multimídia fornecem ao educador muito mais possibilidades dentro da esfera do ensino, como a demonstração de músicas típicas em uma aula de geografia, ou as diferentes pronúncias de uma palavra na aula de inglês'', conclui.

3. Interatividade, marca registrada? Segundo Pedro Luiz, com a possibilidade de os alunos recorrerem ao mesmo expediente, o abismo que separa professores e alunos tende a se desfazer. ''Os alunos estão familiarizados com a tecnologia de hoje, eles trazem novos elementos, participam mais e fazem com que os outros participem. O que antes gerava medo, agora é divertido'' .

4. Suar frio? Nunca mais. ''Os tímidos de plantão não precisam mais suar frio ao se apresentarem diante da turma munidos apenas de uma folha de papel com o texto a ser dito. Agora pode-se usar slides, vídeos, apresentações e textos na tela, aos olhos de todos para lhes chamar a atenção''.

5. Para Pedro Luiz, se os centros de ensino não se enquadrarem à era digital, a tendência é soar a temida palavra ''desatualização''. ''Implementar os recursos multimídia e entender as possibilidades e inovações que este pode trazer para o ambiente de ensino deixa de ser um desafio e passa a ser uma tarefa iminente''.

Thiago Nassif - [email protected]

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