MUNDO JOVEM - Tempo de ficar debaixo d'água
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
O verão está chegando e fica impossível não associar a estação mais quente do ano com atividades aquáticas. E uma das que mais têm procura nessa época é o mergulho, praticado de Norte a Sul do País, especialmente pelos mais jovens, que usam a prática para unir modalidade esportiva, contato com a natureza, hobby para aliviar o stress e turismo.
''Comecei a praticar para ter mais contato com a natureza, sair um pouco da tensão da cidade. Com o mergulho você também pratica um esporte, cuida da alimentação, faz uma preparação com o corpo para poder mergulhar'', assinala o empresário maringaense Guilherme Feio Ribeiro, de 29 anos, que viajou do norte do estado até Curitiba especialmente para aprimorar o mergulho com cursos.
''O principal motivo pelo qual pratico mergulho é justamente para relaxar, fugir do stress e do dia-a-dia na cidade. Além disso, também gosto muito de animais'', reforça a esposa de Guilherme, Bruna Macedo Ribeiro, 23 anos, também maringaense, que viajou para fazer curso de mergulho.
Os mergulhadores costumam ter um vocabulário próprio fora e dentro d'água, já que a comunicação durante a a atividade fica naturalmente comprometida. Nesse caso, os praticantes desenvolvem gestos reconhecidos pelos outros. Isso acaba gerando fatos inusitados. ''A gente acaba fazendo os sinais de dentro da água fora dela. Quem faz mergulho identifica outros mergulhadores por causa desses sinais e pelos adesivos nos carros'', explica Bruna.
Entre os mergulhadores, há também um certo ''manual de ética'' a ser seguido. ''A atitude do mergulhador é ter respeito pela natureza, não jogar lixo, não tocar em todas as plantas e animais, respeitar o outro'', enumera Bruna.
O instrutor Mário Luís Kruger, 42 anos, reforça os ''deveres'' do mergulhador e também diz que a prática ''vicia'', quem começa não pára mais e acaba fazendo muitos amigos. ''Comecei fazendo um curso básico em 2002 e fiz meu batismo em Bombinhas (SC). Depois disso, passei para um curso avançado e, depois de cinco anos, sou instrutor. Com o tempo, a gente acaba mergulhando a todo momento do dia, seja em uma ação de aula ou uma viagem longa. Você sempre está pensando em como vai ser a próxima atividade'', diz.
A maior preocupação de quem vai iniciar as atividades de mergulho fica por conta da segurança. ''Se você não for um 'mané', não tem problema. Você precisa conhecer seus limites, entender o equipamento e o treinamento. Não pode pensar 'o mar não está bom, mas eu sou macho', senão complica'', alerta Guilherme.
O local preferido dos mergulhadores precisa ter águas calmas e limpas, o que raramente é encontrado no Paraná. Por isso, o destino comum costuma ser praias de Santa Catarina ou do Nordeste e até mesmo lugares específicos para mergulho no exterior. ''Mergulho já há uns dez anos. Nunca mergulhei no Paraná, por falta de oferta mesmo ou pelas restrições que existem. O melhor lugar que mergulhei foi o Home's Reef, um mar de corais na Austrália'', lembra Guilherme.
Além da possibilidade de conhecer lugares novos, o casal de mergulhadores também recomenda a atividade para fortalecer os laços de amor e amizade. ''Dá até pra discutir a relação. A gente não briga, pelo contrário, fortalece o relacionamento. Em nossa lua-de-mel, mergulhamos todos os dias na Polinésia Francesa'', rememoram Bruna e Guilherme.
SERVIÇO
- Quem quer saber mais ou fazer um curso de mergulho pode procurar a Acquanauta Mergulho, Rua Albino Silva 72, em Curitiba. O telefone é (41) 3016-7771 e o site é www.acquanauta.com.br.


