MUNDO JOVEM - Quero ser 'DJ Hero'
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terça-feira, 24 de março de 2009
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Há alguns anos, o sonho de todo adolescente que gosta de música era ser um rockstar, aprender a tocar guitarra, montar banda. Tornar-se um 'guitar hero' não é mais a grande cobiça dos jovens. Hoje, boa parte da gurizada tem mesmo é vontade de ser DJ e comandar a balada.
''Muita gente dessa geração que gosta de música eletrônica, nasceu jogando videogame, ouvindo aqueles barulhinhos, está mais acostumada com o timbre'', explica o DJ, professor e produtor musical Ilan Kriger, à frente do cursos especializados na área oferecidos por meio da parceria entre o Centro Europeu e a Academia Internacional de Música Eletrônica (AIMEC), que há quatro anos vem formando profissionais em Curitiba.
Bruno ''Hander'' Machado, 23 anos, é um exemplo. ''Comecei bem cedo. Quando tinha 15 anos já pensava em música eletrônica, pesquisava. Queria compor, construir uma música. Tocar é legal, e tocar uma música sua é melhor ainda'', afirma. ''Tocar na balada é o objetivo de todo mundo que entra no curso e quer ser DJ. Mas nunca recuse um convite para festa de garagem. É importante dar atenção até para os churrascos de amigos'', aconselha Karin Ferreira, 20 anos.
''Entrei no curso para aprender mais sobre DJs, tinha comprado umas caixinhas de som para fazer umas festinhas de 15 anos. Acabei indo para outro lado, fiz uma festa pra mil pessoas'', conta Marlon Wrubleske, 17 anos. O trio é formado pelo curso de DJs do Aimec e já vem se apresentando nas baladas curitibanas.
Só que para aprender e fazer sucesso, o caminho pode ser mais difícil do que parece. ''A maior dificuldade que tive quando comecei e que vejo nos alunos novos é achar o ritmo, acompanhar, conseguir separar uma coisa da outra, ter tranquilidade. Com a tecnologia, é muita coisa, muito botão para usar, muitas técnicas diferentes. No começo a dificuldade é mais o medo, a ansiedade de querer aprender'', analisa Hander.
A Aimec formou aproximadamente dois mil alunos, entre eles DJs que se tornaram referência, a exemplo de Alê Raulen, Jô Mistinguett, a ex-BBB Analy, entre outros. Porém, nem isso é o suficiente para convencer os pais de que a carreira é promissora. ''Minha família no começo não acreditava mas quando comecei a ganhar dinheiro eles começaram a levar mais a sério'', lembra Wrubleske. O piso de cada apresentação para os DJs em Curitiba gira em torno de R$ 100 e os ''top'' recebem até R$ 10 mil por show.
A possibilidade de faturar alto, no entanto, fica em segundo plano durante a apresentação. Para o trio de DJs, legal mesmo é a resposta do público. ''Ver o pessoal animado é a melhor resposta que você pode ter.''


