MUNDO JOVEM - Aprendizes da labuta
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Adriana Ito<br> Reportagem Local 
Ter a vida inteira pela frente dá ao jovem o direito de aproveitar mais intensamente o hoje e deixar o futuro para amanhã. Mas isso não significa que ele pode deixar de se preocupar com isso. Tanto é que muitos começam a correr atrás de sua futura profissão ainda no colegial, pesquisando, fazendo cursos e até trabalhando.
Com apenas 14 anos, Laura Mitsuko Tanaka foi estudar confecção industrial no Senai Londrina para decidir se um dia vai fazer faculdade de Moda ou não. E, em seu primeiro mês de aula, já se surpreendeu com a quantidade de coisas novas que nem imaginava aprender. ''É mais do que eu esperava. O curso ensina não só a costurar ou desenhar, mas também como se comportar no trabalho, e até mesmo a abrir uma empresa'', relata.
Mas por que não curtir a juventude e os amigos enquanto as responsabilidades ainda são poucas? ''Em casa eu não faço nada. Eu quero aprender, e quando chegar lá na frente já ter uma noção do trabalho'', justifica, acrescentando que essa também é uma forma de amadurecer. ''Aqui a gente aprende a conviver em sociedade, a receber críticas e elogios e a trabalhar em grupo'', reconhece.
Mas fazer um curso desses pode significar muito mais. Rodolfo Iglezia Palmieri, 17 anos, começou o curso de mecânica industrial em julho passado e cinco meses depois já estava trabalhando na área. O emprego - como jovem aprendiz - o ajudou a escolher a profissão: ele quer prestar vestibular de engenharia mecânica. ''Há vários tipos de máquina, e é interessante ir descobrindo seus segredos'', justifica.
O dinheirinho extra e a experiência, segundo ele, compensam a correria do dia a dia. ''Eu trabalho de manhã, venho pro Senai à tarde, e à noite faço colegial. É puxado, mas sei que vai compensar'', reconhece.
Para ele, um curso técnico facilita a inserção do jovem no mercado de trabalho, que exige profissionais cada vez mais qualificados. ''Além disso, na área de mecânica, por exemplo, é difícil ser demitido, mesmo em tempo de crise'', analisa.
Já Eduardo Kioshi Matsubara, 17 anos, e Marcos Cândido da Silva, 15, acabam de começar o curso de eletrotécnica, e estão cheios de expectativas em relação ao mercado. ''Muita gente pergunta se você tem experiência. Então já estou me preparando'', explica Marcos. Embora esse preparo demande um tempo precioso para esses jovens, eles dizem que compensa. ''Dá para descansar sábado e domingo. Assim você já vai acostumando, porque mais para frente vai ser assim'', comenta Eduardo.
Para estes alunos, na verdade, a primeira batalha por uma vaga já foi vencida. Só no Senai de Londrina, 800 alunos disputaram as 280 vagas oferecidas para este semestre. Mas, segundo o Núcleo Regional de Educação, há outras instituições que também oferecem cursos técnicos na cidade, como as escolas estaduais Alvino Feijó Sanches, Ieel, Colégio Aplicação, Maria do Rosário Castaldi, Olímpia Tormenta, Polivalente, São José e Vicente Rijo, além do Ipolon e os colégios Londrinense, Integrado, Mater Admirabilis e Mãe de Deus.
SERVIÇO
- Os interessados em fazer cursos profissionalizantes no Senai no segundo semestre podem ligar para (43) 3294-5100.


