Muncipal de Curitiba tem acervo artístico
Curitiba A necessidade de se mostrar em morte aquilo que se foi em vida, colaborou para que alguns cemitérios se tornassem lugares de extrema beleza artística. No Municipal de Curitiba encontram-se os restos mortais da principais famílias tradicionais do Estado. Dividida pela pesquisadora Cassiana Lacerda em quatro áreas, a necrópole traz na entrada alguns túmulos grandiosos, todos trabalhados em mármore, como os dos governadores Vicente Machado e Carlos Cavalcanti.
Na entrada, ainda, podem ser observados azulejos portugueses e a lápide de João José Pedrosa foi prefeito em 1878 e governador em 1880 do Paraná, além de governar o Pará e o Mato Grosso , que teve o mármore doado por Dom Pedro II. Destaque para o túmulo que jaz João Gualberto Gomes de Sá, herói da Guerra do Contestado, que foi doado pelo Estado e tem característica militares.
Na segunda área, estão os túmulos tipo capela algumas possuem famílias inteiras enterradas , exemplares artísticos também grandiosos, trazendo altar, santos, vitrais e fotografias dos falecidos.
Na opinião da pesquisadora, a capela mais bonita é a pertencente a Família Miró, que traz esculturas encomendadas na Itália e mármore da tradicional Marmoaria Vardânega. Destaque para aquelas que incorporam elementos simbólicos do Egito, como os jazigos das famílias Glasser e Carrano Jr. Ainda existem capelas inspiradas no movimento paranismo (década de 1920), na art déco e art nouveau e ainda nos estilos greco-romano e votiva (manifestam devoção religiosa).
A terceira área de túmulos (próxima ao cruzeiro) também imponentes começou a ser ocupada na década de 1970 e é chamada de ''predinhos''. Lá existem túmulos que apelam para a arquitetura moderna, como um que sofre influência de Oscar Niemeyer e imita o Palácio Alvorada. Após o cruzeiro, ficam os túmulos mais simples. (F.G)





