Quase sempre personagens de filme de terror, as múmias aparecem em carne e osso, ou melhor, em ataduras e osso, na programação especial que o National Geographic Channel está levando ao ar.
A estréia da série ‘‘Na Trilha das Múmias’’ foi no último dia 21, mas há muito mais dentro da programação que traz episódios que vão se estender até junho.
Hoje, às 21h30m, os arqueólogos e ‘‘detetives’’ norte-americanos Ron Beckett e Jerry Conlogue - responsáveis pela série - aparecem em Guanajuato, no México, para mostrar o acervo do Museu das Múmias, um local que concentra corpos conservados de todas as idades. A múmia mais velha do local é do século 19, a mais jovem é de 1983. Como se vê, o acervo não tem a tradição milenar dos egípcios, mas ainda assim traz um apelo irresistível para os curiosos que querem saber detalhes sobre as técnicas de conservação. Na verdade, pouco se sabe sobre as múmias de Guanajuato. Sua história, embora recente, se perdeu e vêm parcialmente a público graças ao espírito investigador dos pesquisadores que viajaram o mundo atrás do assunto.
No dia 4 de junho, às 21 horas, o National Geographic Channel exibe ‘‘Múmia de Óculos Escuros’’, um programa que não tem nada a ver com moda como podem pensar os incautos. A tal múmia de óculos pode ser vista na ilha Samui, na costa da Tailândia. Trata-se do corpo de um monge sentado em posição meditativa e que virou atração pelo estado de conservação em que se encontra. O estranho, é que a múmia não aparenta ter recebido nenhum tratamento especial. Não há traços de conservação química com produtos como o arsênico, usado para deixar os corpos preservados da ação do tempo. A múmia faz sucesso entre os turistas que vão a ilha e observam, entre outras coisas, suas veias através da pele. Diz a lenda que seus cabelos e unhas continuam crescendo. E também que o corpo é de um abade do Templo Khunaram que atingiu o estado zen e conseguiu conservar seu corpo naturalmente. Este episódio procura mostrar o que, dentro da tradição budista, levou o monge a alcançar a preservação permanente do corpo. Os óculos, claro, são apenas um acessório para enfeitar a múmia fashion.
Mas a investigação científica não pára aí. Os dois cientistas percorreram o mundo da Itália ao Peru, de Seattle a Filadélfia usando tecnologia que permite fazer diagnósticos por imagem sem causar danos às múmias. Confira nesta página, a programação completa da série.

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