Mulheres em alta no mundo da música
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 1998
Guto Barra Planet Pop/AE 
France PressePaula Cole: melhor artista nova fez apresentação sofrível na noite do GrammyFesta das mulheres. Assim foi a 40ªedição do Grammy, na noite de quarta-feira no Radio City Music Hall, em Nova York. A cantora Paula Cole ganhou o prêmio de melhor artista nova, enquanto Shawn Colvin ficou com o de melhor gravação do ano, Sunny Came Home, que também foi considerada a melhor música. Aretha Franklin foi uma das estrelas da noite, em geral marcada por apresentações insossas e pouca emoção. Entre as artistas novas, Fiona Apple mostrou a energia que faltou a suas concorrentes.
Que a cerimônia do Grammy é uma das mais previsíveis do mercado já é fato conhecido. A deste ano teve ainda o agravante da apresentação apática do comediante Kelsey Grammer, do seriado Frasier, repetições, como Babyface ganhando pela terceira vez o título de produtor do ano, e uma apresentação sofrível de Paula Cole cantando seu hit Where Have All the Cowboys Gone?. Outro agravante do Grammy é o excesso de categorias, algumas muito parecidas entre si.
Entre os homens, Bob Dylan foi o grande vencedor da noite. Responsável pela apresentação mais ovacionada do evento, ele levou o prêmio de melhor disco do ano, por Time Out of Mind, que também foi considerado o melhor álbum de folk contemporâneo. O músico, que em 1991 havia ganhado um Grammy pelo conjunto de sua carreira, levou ainda o de melhor performance vocal de rock masculina.
O Grammy de 98 teve a função didática de abrir os olhos do público para nomes como Jamiroquai (melhor performance pop, com Virtual Insanity), Radiohead (performance alternativa, pelo disco Ok Computer), Fiona Apple (performance de rock feminina, com a faixa Criminal), Sarah McLachlan (performance de pop instrumental e vocal pop feminina) e Chemical Brothers (na bizarra categoria de melhor performance de rock instrumental, com a faixa Block Rockin Beats). A cena dance teve de se contentar com a premiação da faixa Carry On, de Donna Summer, e com a escolha do DJ Frankie Knuckles como o remixer do ano.


