Londrina espera para os próximos meses pelo menos três estreias de curtas-metragens roteirizados e produzidos por mulheres, que contam histórias de outras mulheres fortes e agentes do seu próprio destino.
Com estreia prevista para novembro e filmado pela Clareira Filmes, o curta Grünstadt retrata a chegada de Eva Heumann ao norte do Paraná, após fugir da Alemanha nazista na década de 30. "Eu sou feminista, mas a personagem que eu criei não se declara feminista. Ela é, antes disso, uma mulher emancipada e independente, inclusive sexualmente. É uma cinema tarantinesco, com muito tiro", conta a roteirista e diretora Celina Becker.
A força do cinema também atraiu Jackeline Seglin, atriz de teatro com 26 anos de experiência, para o ofício de roteirista e diretora. Há 3 anos, movida pela curiosidade e pela admiração dos clássicos do cinema, Jackeline se inscreveu em uma oficina de dramaturgia e não parou mais de produzir. Seu curta "O Retrato" foi filmado pelos alunos de pós-graduação em Criação e Produção Audiovisual da Faculdade Pitágoras, na qual está matriculada, em parceria com a produtora Kinopus.
Outra curta produzido em Londrina está programado para chegar às telonas neste ano é "Quando o verde toca o azul", o segundo curta idealizado por Letícia Nascimento. O filme tem financiamento do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). "Há quem pense que as mulheres estão plenamente livres, mas não estamos. No filme eu busquei uma reflexão sutil sobre o ser mulher na sociedade", comenta Letícia.

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