Mulheres brigam em Loucas pra Casar
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2015
Milene Spinelli<br>Folhapress 
São Paulo - Com roteiro que lembra o filme "Mulheres ao Ataque" (2014), a produção nacional "Loucas pra Casar" estreia hoje falando de temas femininos, como a busca frenética pelo casamento.
Com direção de Roberto Santucci ("O Candidato Honesto") e roteiro de Marcelo Saback, o longa conta a história de Malu (Ingrid Guimarães), Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck), que planejam se casar com Samuel (Marcio Garcia) - ele, por sua vez, namora as três sem que nenhuma delas saiba.
"O filme fala sobre idealizações e escolhas amorosas equivocadas. É uma visão atípica do amor, pois nem todo amor vale a pena", diz Saback, que já pensa em uma continuação. Ingrid concorda.
"Fiquei em dúvida se não era um tema batido. O casamento ainda é muito importante para a mulher, que preserva esse sonho. Mesmo as modernas", analisa a atriz, que faz seu terceiro papel como protagonista no cinema.
"Parece fácil, mas é difícil ser protagonista de comédia. Eu tenho que chorar com o Márcio [Garcia], encarar a sogra, ser a mulher romântica, gata e engraçada", reflete Ingrid.
Ela ainda fala sobre as colegas de cena. "A Suzana e a Tatá são opostas. A Suzana é estudiosa, e a Tatá é intuitiva. O texto da Suzana tinha quatro cores, e o da Tatá estava em branco, ela nem leu, improvisava", conta Ingrid.
Além de se autointitular "obsessiva com o texto", Suzana Pires passou dias tomando só sopa para manter a forma, pois o filme exigiu dela cenas de pole dance. "Estava insegura, mas fiz aulas e adorei. Só não entrou no filme a cena em que fico de cabeça para baixo", diverte-se.
Adeus à periguete
Depois de interpretar a periguete Valdirene, na TV, em "Amor à Vida" (Globo, 2013), agora Tatá Werneck é Maria, santa até no nome. "Tenho 31 anos e faço alguém muito mais nova, foi um desafio", diz ela, que não gostou de usar lentes de contato azuis para o papel. "Achei que ia sair um laser daquela lente."
Na vida real, Tatá afirma que não pensa em se casar. "Considero que eu já tenha me casado, namorei oito anos. Já me casei na novela também e já cumpri essa pressão. Quero me casar de novo, mas não como a sociedade obriga." E completa: "Sofri a vida inteira por não me enquadrar".
Durante as filmagens, Tatá revela que só se intimidou ao tirar a roupa em cena. "Quando gravei com o Márcio [Garcia], falei para ele olhar para a frente e não para a minha barriga." A colega Ingrid Guimarães a acalmou: "O Márcio contracenou com atrizes lindas. Para ele, a gente é o Tiririca".
Amiga da mocinha
Em "Loucas pra Casar", Fabiana Karla é Dolores, homossexual e melhor amiga de Malu. "Não queria ela estereotipada, com pochete. A Fabiana tem doçura e carisma. Ela fez uma mulher masculina, mas apaixonante", diz Ingrid. "Ela tem um papel importante, que é o de amiga da protagonista. Já fiz muito esse papel em novelas."
Fabiana concorda. "Queria que ela fosse convincente, sem ser agressiva", avalia a atriz, que fez uma pesquisa antes de criar a personagem. "Quis dar uma identidade a ela e achei o tom certo", avalia Fabiana, que gosta trabalhar em equipe. "Não parece, mas minha disciplina vem do handebol. Não penso em me destacar sozinha. Cinema é tensão. O set de filmagens era feliz, e isso transparece no filme."


