Em meio a tanta gente dissimulada que diz uma coisa e faz outra, uma personagem de ''A Favorita'' (Globo) chama a atenção por se manter firme e forte em seus princípios. Rita (Christine Fernandes), que poderia ser facilmente confundida com a mocinha da trama, não tem medo de abandonar o emprego quando não concorda com os ideais do chefe, tampouco se assusta com a cara feia da mãe, que não aceita seu namoro com Didu (Fabrício Boliveira).
''Acho a Rita uma jóia rara, que ainda não foi lapidada por pura impossibilidade. Ela rala sozinha, dá conta de tudo, da profissão, da filha e da mãe. É difícil para ela. Se ela tiver um companheiro maduro, forte e parceiro, que dê a ela alguma estabilidade, vai longe'', diz Christine Fernandes. Para a atriz, apesar de sua personagem se mostrar segura, ela tem uma fraqueza e tanto: o jornalista sedutor Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia).
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'Acho que o Zé é o calcanhar-de-aquiles da Rita. Ele foi o homem que ela mais amou e que mais a rejeitou. Essas coisas já marcam uma mulher. Além disso, desse amor nasceu uma filha, que ela bravamente escolheu assumir sozinha. As mulheres sempre alimentam a idéia de constituir família com o pai de seus filhos, mesmo que eles não sejam os mais adequados. Acho que Rita ainda sonha em se casar com Zé Bob e criar a Camila (Hanna Romanazzi) junto ao pai, em um modelo de família tradicional'', avalia Christine.
Se a versão da atriz estiver certa, como fica Didu nessa história? ''Acho que a Rita tem um instinto de proteção, e o Didu, frágil como é e com aquele pai dominador, é um prato cheio para esse tipo de mulher, que sempre quer cuidar do homem. Se não for com o Didu, ela terá um relacionamento com algum outro homem capaz de dar a ela esse tipo de relação'', diz.
Com tantas virtudes, não é difícil que o esperto Romildo (Milton Gonçalves), pai de Didu, veja na atual nora um potencial para fazer tramóias na política. Mas de nada vai adiantar: Rita continuará honesta. ''Acho que seria incrível ver Rita se candidatando a um cargo público, simbolizaria um alento e uma esperança. Acho até que ela tem perfil para isso. Pessoas como a Rita fariam um bem enorme na política.''

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