O secretário João Marin disse que pretende manter, em maio, uma programação intensa no setor, como aconteceu nas comemorações do cinquentenário da cidade, no ano passado. ‘‘Dentro do projeto Trilha da Cultura, do Governo do Estado, conseguimos trazer alguns espetáculos que rodaram as bibliotecas públicas e escolas da Prefeitura. As academias de dança da cidade superlotaram o Calil Haddad nas suas apresentações, fizemos algumas boas exposições de artes plásticas e três meses de muita atividade cultural ’’ lembra Marin.
Mas, agora diante da crise econômica maringaense, até agora nenhum espetáculo foi confirmado. ‘‘Não adianta a cabeça pensar e o bolso não ajudar’’, lamenta Marin. ‘‘Temos um monte de solicitações. É só abrirmos o calendário de utilização de espaços que já lotamos agenda’’, diz.
O FEMUCIC, festival de música realizado há 20 anos também ainda não está certo. ‘‘Precisamos conversar com o SESC e com a TV que ajuda no patrocínio’’, adianta o secretário. ‘‘Temos ainda intenções de resgatar o Festival de Teatro e popularizar todos os setores, mas sem verbas nem pensar’’.
Marin conta que alguns grupos de fora estão planejando trazer bons espetáculos à cidade, em 98. ‘‘Os mesmos produtores que trouxeram Glória Menezes e Tarcísio Meira no ano passado querem trazer a peça de Miguel Falabela; um grupo importante de Londrina também já quer uma data e até a apresentação da Esquadrilha da Fumaça - acrobacias em aviões - que foi cancelada por causa de chuva vai acontecer ainda este ano, desde que 10% dessas bilheterias sejam revertidas para a gente’’, lembra Marin.
O carnaval de rua de Maringá que já não existia vai ficar restrito a um bailão popular na praça Raposo Tavares. ‘‘Só daremos apoio aos produtores, o pessoal da FEABAM - Federação de Bairros de Maringá - liberando o local e dando iluminação e água, mas o desembolso de verbas é impossível’’ confessa o secretário.(C.A.A.)

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