Já está nos cinemas um dos blockbusters mais esperados da temporada. ''X-Men Origins: Wolverine'', quarta aventura relacionada à equipe mutante da Marvel Comics nos cinemas, conta os primeiros dias do herói canadense com garras de adamantium e tenta se relacionar com os outros filmes da série, assim como renovar a franquia. O resultado, no entanto, não preenche as expectativas criadas ao redor da produção.
A trama não exige muito do telespectador, que precisa encarar o filme como uma legítima aventura de Steven Seagal com poderes mutantes e efeitos especiais: atormentado pela sede de vingança, Wolverine cede ao seu lado animal e aceita participar do experimento ''Arma X'', que o transforma em um perfeita máquina assassina.
O que se vê em seguida é um roteiro raso, suficiente apenas para dar motivações superficiais para que o melhor do filme funcione: o quebra-quebra entre seres superpoderosos em cenas de ação bem montadas, cheias de efeitos especiais. De encher os olhos da garotada.
A colagem das cenas de ação, no entanto, não é suficiente para deixar os fãs de cinema de aventura e os leitores de quadrinhos empolgados. O desfile de personagens mal utilizados - inclusive Gambit, um dos mais queridos heróis da Marvel Comics - e o flerte dramático insosso de Wolverine com suas questões existenciais entre o homem e a fera deixam a desejar. As aparições de Ciclope, Emma Frost, Mercúrio, Blob, Deadpool, Maverick e outros rostos conhecidos dos leitores nada acrescentam à narrativa, apenas reforçam a ideia de que esses coadjuvantes estão ali somente para serem explorados em mais títulos da franquia.
No final das contas, o diretor Gavin Hood acaba não agradando nem o fã do cinema de aventura e nem os leitores de quadrinhos. Quem esperava de Wolverine o blockbuster do ano talvez tenha que apostar suas fichas no vindouro recomeço de ''Jornada nas Estrelas'', na semana que vem.

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