Muito além das praias
Ponce, San Juan - Como se as praias não fossem o bastante, os porto-riquenhos ainda querem arrumar outras tantas atrações turísticas. Algumas são verdadeiros programas de índio. Apesar disso, é divertido cair na ladainha, ou melhor, na ingenuidade boa do povo isso, se você for uma pessoa bem-humorada.
Em Ponce, por exemplo, não há muitos atrativos. Divertido é acompanhar o esforço de guias turísticos para vender a cidade. O melhor argumento é o Carnaval, uma tradição por lá Ponce tem fama de abrigar a festa mais animada da ilha. Já o pior argumento é o Museu Castillo Serrallés. A vista panorâmica vale a visita, mas a entrada no museu só é recomendável para aqueles que têm um profundo interesse pelo cultivo da cana-de-açúcar.
Um passeio de bonde com guia local, por favor é outra boa atividade para ver que uma construção até bonita, como o Parque de Bombas, pode se tornar algo espetacular. Esses guias turísticos são uma graça!
Baía Fosforescente
Já em La Parguera, cidade da Porta del Sol, a principal atração é a Baía Luminescente ou Fosforecente. Quando um porto-riquenho fala que é um passeio incrível, o turista acredita, certo? Errado, mas quem não se importa em gastar US$ 7 (R$ 11,80) para curtir um passeio de barco noturno, pode embarcar nesse programa de índio. A baía reúne microorganismos bioluminescentes que fazem um showzinho de luzes no mar. O fenômeno poderia ser um espetáculo, se a baía não estivesse poluída... Mais emocionante é fazer um snorkel noturno em agências especializadas que estão espalhadas pelo vilarejo.
O programão mesmo na vila que cerca o cais de La Parguera é sentar em um dos botecos, jogar sinuca e pedir uma cerveja Medalla. Lá, esta repórter encontrou o melhor preço de toda a ilha: uma latinha por apenas US$ 1 (R$ 1,70). Pechincha!
Quando o turista ouve falar em explorar as Cavernas del Rio Camuy já prepara a mochila, a calça, o tênis de caminhada ou papetes antiderrapantes e espera uma superaventura. Pois em Porto Rico cada passeio é uma surpresa!
O guia José conseguiu enganar um grupo de seis jornalistas. Por US$ 7 (R$ 11,80), o turista sobe e desce cerca de 200 degraus de uma escada construída em madeira para chegar à entrada da caverna. E pára por aí. Com sorte, você até encontra um morcego por lá. Ah, José também disse que o Rio Camuy é o maior rio subterrâneo do mundo, mas adivinha? É exagero! Ele está na terceira colocação.
Claro que José assim como outros guias só exagera na propaganda das belezas da ilha porque tem esse orgulho bacana do país. Para usar as palavras do próprio guia, os porto-riquenhos são tremendos seres humanos! (E.J./Agência Estado)





