Muitas opções para aventureiros
Os turistas de espírito aventureiro não podem perder o passeio de bote e a flutuação. A emoção que despertam está intimamente ligada à força da Natureza. Em ambos, o visitante é conduzido pela correnteza entre rochas, troncos, galhos e muitos peixes. São dourados, piraputangas, pacus, corimbas, pintados e jaús que nadam em cardumes ou sozinhos.
Na primeira expedição, o bote é conduzido pelas águas do rio Formoso num percurso de sete quilômetros até a Ilha do Padre. São três horas de muita brincadeira entre os tripulantes dos botes que se divertem jogando água de uma embarcação para outra. Cada bote dirigido por um remador e um guia que ao longo do caminho animam a disputa enquanto apresentam as peculiaridades do local.
Das 73 quedas dágua espalhadas pelos 120 quilômetros do rio, o passeio oferece apenas três intercalados por uma corredeira. No meio do caminho é dada uma pausa para a natação, pois o sol da região castiga os mais desavisados. Durante o ano, a temperatura varia entre 28 e 38 graus. O inverno nesta região depende da intensidade das massas de ar frio que, no geral, não duram mais que três dias.
O mergulho superficial é realizado a partir das cabeceiras do rio da Prata ou rio Sucuri. Qualquer pessoa pode fazer o passeio, mesmo que não saiba nadar. Quem quiser pode usar coletes salva-vidas para aumentar a predisposição à flutuação. A roupa de neoprene ajuda a manter o corpo aquecido e o snorkel possibilita a respiração embaixo dágua. São duas horas de prazer e encanto.
O corpo relaxado adquire a leveza de um isopor que aliada à liberdade de movimentos transformam o espectador num pseudo-peixe. É indescritível a sensação de nadar ao lado deles como se você fizesse parte daquele ambiente. Isso só é possível porque as águas da região são límpidas e, segundo os guias, até potáveis.
A maior excitação do passeio se encontra no fundo dos rios que, além de profundos em algumas partes (variam de dois a cinco metros), guardam rochas pontiagudas e troncos gigantescos envoltos por tapetes verdíssimos de alga. Cada guia leva, no máximo, oito turistas que podem registrar a aventura com máquinas fotográficas aquáticas, alugadas por R$ 20,00 na sede da estância.
É praticamente impossível conhecer Bonito e não levar uma lembrança da viagem. Cartões-postais, camisetas e bonés são os objetos mais comuns e baratos. Mas se dinheiro não é problema, o turista vai se deliciar nas diversas lojas de artesanato da cidade e das fazendas. O sul-matogrossense é alegre e tranquilo em tudo que faz. Talvez seja por causa da Natureza que abençoou este pedaço do Brasil.





