Mudança radical
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Marcelo Dominguez TV Press 
Roberth Trindade/Carta Z NotíciasPaula Sanioto deu uma virada em sua vida para viver a alegre professorinha de Caça TalentosPaula Sanioto ainda se surpreende com o sucesso entre as crianças. A atriz, que faz a alegre Penélope na novelinha da Angélica, Caça Talentos desde seu início, recorda que há um ano nem cogitava que isso aconteceria um dia. Ela fazia a dramática paraplégica Maria Cecília na novela Colégio Brasil, do SBT, e morava em São Paulo com a família. Por conta da maquiagem pesada da personagem, nem era reconhecida na rua. Muito menos pelas crianças. O tipo de papel e a minha imagem na tevê dificultava uma resposta do público, avalia Paula.
Mas, para interpretar um personagem mais condizente com seus 21 anos, teve de fazer uma opção difícil: mudar-se para o Rio e largar a família em São Paulo. A mudança foi tão rápida quanto inesperada. Paula havia acabado de fazer a novela do SBT quando foi convidada pelo diretor geral de Caça Talentos, Carlos Magalhães. Ele disse que se eu quisesse o papel tinha de estar no Rio no mesmo dia, lembra a atriz. Ela não pensou duas vezes: pegou o primeiro avião e chegou com a canetinha na mão para assinar o contrato com a emissora.
Há um ano morando no Rio, Paula não se arrepende da decisão. Ela acha que está no caminho certo e não esconde o entusiasmo com a possibilidade de a novela continuar ano que vem. Meu contrato vai até fim de 97, mas tenho vontade de renová-lo, assume.
A felicidade atual da atriz contrasta com o drama que viveu com seu personagem de Colégio Brasil. Era o papel de uma mulher de 40 anos, que sofria bastante, explica Paula. Mas esta fase da vida da atriz também teve aspectos positivos, como o reconhecimento por seu desempenho. O personagem, que a princípio só apareceria em dois capítulos, ganhou destaque e continuou até o fim da novela. O diretor Roberto Talma gostou do meu trabalho e aumentou minha participação na trama, orgulha-se Paula.
A comparação entre papéis na tevê leva a uma análise dos dois momentos da sua vida e Paula não esconde a preferência pelo atual. A Maria tinha poucas falas, enquanto a Penélope é extrovertida e gosta de aventuras, diz, ressaltando que se identifica mais com a adolescente do que com a mulher adulta.
Paula agora quer criar raízes no Rio. Tanto que diz querer voltar a fazer teatro e estrear em palcos cariocas. Com um currículo de cinco peças, sendo quatro infantis, ela diz que poderia conciliar tranquilamente uma peça com seu trabalho na tevê. Seu sonho é atuar na peça A Gaivota, de Anton Tchekhov, desejo que vem do tempo em que fazia o Curso de Teatro Célia Helena, em São Paulo. Encenei um trecho da peça numa aula e me apaixonei pelo texto, conta entusiasmada.


