MP da TV Pública deve sair hoje
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terça-feira, 02 de outubro de 2007
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Representantes de emissoras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estiveram reunidos ontem no I Fórum de Rádios Públicas da Região Sul, em Londrina, para debater a atual situação e os desafios das mídias públicas do Brasil.
Promovido pela Associação Brasileira de Rádios Públicas (ARPUB) e pela Rádio Universidade FM, o evento contou com a presença de palestrantes a nível nacional que discutiram temas como radiojornalismo público, programação cultural, educativa e inclusiva, rádio digital e missão, gestão e modelo de financiamento.
A diretora da Universidade FM, Cristina Côrtes, enfatizou que por conta do atual momento em que está em curso a construção de uma rede nacional de comunicação pública - TV e rádio -, ela considera fundamental ''a realização de encontros como estes que darão maior visibilidade para a sociedade das decisões sobre o setor''.
'''Precisamos discutir que tipo de mídias públicas queremos para o nosso país e fortalecer o campo público da comunicação social'', disse. O evento contou com a presença de Eduardo Castro, assessor do jornalista Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicações do palácio do Planalto, além da jornalista Helenise Brant que ocupa atualmente o cargo de diretora de jornalismo da Radiobrás, e do radialista Kiko Ferreira, vice-presidente da ARPUB.
Castro confirmou que a Medida Provisória (MP) que criará a Empresa Brasil de Comunicação deve sair hoje. Segundo ele, a empresa surge depois de quatro meses de ''intensas discuções'' com representantes da sociedade, partidos políticos e pessoas ligadas diretamente às TVs educativas, para que a nova TV Pública possa se tornar ''um verdadeiro meio de comunicação da sociedade''.
''Serão quatro emissoras de TV e nove rádios que atuarão com real transparência. Será criado um conselho para que a sociedade possa fiscalizar a verdadeira missão da empresa, a produção regional e independente será estimulada'', disse.
Castro enfatizou também que os recursos para o gerenciamento da Empresa Brasil de Comunicação deverão partir do Estado. ''Assim como o Estado deve pagar pela saúde pública, ele deverá pagar para manter o cidadão bem informado''.
Otimista com a criação da nova TV Pública, Castro salientou também que a idéia e fazer com que o Brasil ''se veja na televisão'' e que a sociedade ''se aproprie desse bem''. ''A Empresa Brasil não é do governo, não é deste governo. É algo que transcende os partidos políticos. O governo poderá utilizar o espaço da TV pública, mas terá que pagar por isso. Haverá uma comissão para avaliar os custos da programação'', disse.
Ainda, segundo o assessor, no próximo dia 2 de dezembro, data em que começa a funcionar o sinal digital no Brasil, a empresa também deverá começar a operar. ''Queremos que seja um marco, que a qualidade seja muito diferente do que é hoje, que seja bem melhor. Para a rádio ainda não temos uma data definida'', concluiu.


