A cultura hip hop surgiu na Jamaica, nos anos 60, quando se tornaram comuns as Sound Systers, em que grupos dançavam e cantavam nas ruas sob uma prosa desenfreada que tratava principalmente de sexo e drogas. Chamavam-se ainda ‘‘tagarelas’’, o que depois se transformou em ‘‘toasters’’ (o que hoje sãos os MCs).
O termo hip hop teria sido criado em meados de 1968 por Afrika Bambaatta, sob inspiração de dois movimentos cíclicos: a forma de se transmitir a cultura dos guetos americanos e o estilo de dança popular da época, que consistia em saltar (hop) movimentando os quadris (hip). Outro precursor seria Kool Herc. No Brasil, o movimento surgiu nos anos 80, por meio de equipes de black music, como Chic Show, Black Mad e Zimbabwe. Logo surgiram os pioneiros Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando Break, Thaíde e o DJ Hum, MC Jack, Racionais MCs e Os Metralhas. Em 1988, saíram os primeiros registros em vinil do rap nacional, ‘‘Hip Hop Cultura de Rua’’ pela gravadora Eldorado (que DJ KSK trouxe para Londrina em 1992) foi o primeiro. No ano seguinte, Milton Salles criou o MH20, ‘‘Movimento Hip Hop Organizado’’, que oferecia inúmeras oficinas para o pessoal das periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou o rap (rithmy and poetry - ritmo e poesia, em português) para o grande público. Nos anos 90, com o sucesso obtido pelos Racioanis MCs, o hip hop se popularizou até entre garotos da classe média alta, que se identificavam com a rebeldia estilizada da favela. Surgiram até grupos femininos.
Em Londrina, o Hip Hop já compreende cerca de 30 grupos, estima o DJ KSK. O precursor, segundo DJ KSK, foi MC Nenê RAP, que em 1992 já criava suas primeiras letras. (R.S.G.)

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