Curitiba - Se a simples idéia de pintar um pedaço de sua moto já causa calafrios em alguns ''harleiros'' mais tradicionais, o que dizer da customização? O processo pode envolver a substituição de várias partes da moto, o alongamento do chassis e a instalação de acessórios que podem fazer com que apenas alguns entendidos reconheçam qual era o modelo original da moto antes da intervenção. Entretanto, para Capistrano, a remodelação das Harley Davidsons é um processo que pode ser qualificado como uma arte verdadeira.
''Se a customização for bem feita, o resultado final é uma moto que reflete verdadeiramente a personalidade do dono. A pessoa vai ter uma moto exclusiva, totalmente personalizada. É uma expressão artística, praticamente o equivalente a pintar um quadro'', argumenta Capistrano.
Segundo o customizador, a parte mais difícil é chegar a um consenso sobre qual será o resultado final na moto, tanto nas alterações de partes como na própria aerografia. ''Às vezes a pessoa vem aqui com uma idéia de um detalhe que ela quer alterar na moto, como alterar o chassis, mas não sabe o que vai fazer com o resto. Eu procuro não impôr minhas idéias, mas vou tentando conhecer melhor o cliente para entender o que ele realmente gosta na moto'', explica Capistrano.
Às vezes, apenas as discussões sobre o que será feito podem levar mais de um mês. ''Vou conversando, mostrando modelos, trocando e-mails, até que o cliente tenha certeza do que ele quer no resultado final. Dificilmente a pessoa vem à oficina com o projeto pronto; ela espera receber sugestões e idéias novas para sua moto'', afirma.
Serviço
- Cabeça de Ferro. Rua Jacarezinho, 249. Mercês - Curitiba, fone: (0xx41) 335 8704

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