Mostra será transformada em documentário
Há duas semanas Sampa conhece o repertório teatral do Cemitério de Automóveis, com duas apresentações diárias, de terça a domingo, e até com ingressos a preços simbólicos (R$ 0,75). Essa autêntica corrida de revesamento segue até o dia 08 de outubro, com 14 espetáculos levados à cena. Do mochilão literário de Bortolotto, 13 textos ganham vida, e uma adaptação do romance Tanto Faz, de Reinaldo Moraes. O dramaturgo, ator e diretor londrinense está em São Paulo há quatro anos solidificando sua logomarca. Foi indicado duas vezes ao Prêmio Shell de Melhor Autor (Medusa de Rayban, em 1997 e Diário das Crianças do Velho Quarteirão, em 1998).
O grupo luta contra a idéia cristalizada da produção cimentada ao patrocínio. Lamentação não faz o gênero do Cemitério, que peita o projeto sem verba garantida, resgatando o essencial do teatro: ator e literatura dramatúrgica. São mais de 20 atores-amigos que abraçaram o projeto na brodagem (expressão típica de Bortolotto), entre eles Rodrigo Mateus (Circo Mínimo), Jairo Matos (que recentemente fez Barrela de Plínio Marcos) Claudinei Brandão, Bárbara Paz e Henrique Stroeter (Parlapatões, Patifes e Paspalhões). Os londrinenses Joeli Pimentel, Paulo Barcellos e Júnia Busch engrossam fileira no QG underground.
Juntamente com a Mostra, o grupo produz o documentário Porão 14, em exibição durante a temporada em forma de making-off. Posteriormente, o documentário percorrerá o circuito dos festivais e mostras de vídeo no Brasil e no exterior.(F.F.)
Mostra Cemitério de Automóveis, no Centro Cultural São Paulo (Espaço Cênico Ademar Guerra). Rua Vergueiro, 1.000. fone (11) 3277-3611. As apresentações acontecem de terça a domingo, sempre com dois espetáculos diferentes por noite: um às 20 horas e outro às 21h30; de terça a sábado e às 19 horas, e 20h30 aos domingos.





