Mostra reúne 200 exemplares da arte acadêmica nacional; obras serão leiloadas
São Paulo, 24 (AE) - A mostra que a galeria Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte (Av. Europa, 68, tel. 881-2166) abre amanhã (25) para convidados e sexta-feira para o público apresenta algumas peculiariedades. A primeira delas é o fato de reunir em um único lugar 200 exemplares de um tipo de arte que não faz o gosto do circuito de exposições da cidade, a arte acadêmica.
A exibição, que culminará em um leilão nos 30 e 31, às 21 horas, traz à luz um recorte da arte acadêmica brasileira realizada nos séculos 19 e 20. São pinturas figurativas como "Paz e Concórdia", de Pedro Américo, ou "Caboclo", de Vitor Meirelles, que pertenceram à coleção particular do médico pediatra Vicente Lara.
O médico reuniu, durante a vida, cerca de 600 telas que obedecem a essa linha de produção artística e que, agora, estão sendo vendidas por seus herdeiros, que reverterão parte da renda do leilão para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
"Acredito que o dr. Vicente foi o maior colecionador de arte acadêmica brasileira no País", opina Renato Magalhães Gouvêa, que conduzirá a venda das telas. "É uma coleção tão significativa que, por si só, traça um panorama da criação plástica desde o século passado até a década de 40". Gouvêa ressalta que a exibição que precede a venda "é importante para que os jovens, que conhecem sobretudo a produção dos anos 60 em diante, não esqueçam da pintura acadêmica, ponto de partida para o que se tem como moderno e contemporâneo".
Outro diferencial da exposição está nos preços. O leilão terá lançamentos iniciais a partir de R$ 300, o mesmo que se paga pela mais simples cadeira de um designer contemporâneo recém-lançado no mercado.





