A Mostra do Redescobrimento, que atraiu cerca de 1,8 milhão de visitantes em São Paulo, começa sua fase itinerante e parte dela chega a Brasília amanhã.
A carta que Pero Vaz de Caminha escreveu para o rei de Portugal sobre a descoberta do Brasil ficará exposta no salão negro do Senado Federal até o dia 15.
Além da carta, também estará em Brasília um conjunto de 22 obras de arte inspiradas no documento, de autoria de artistas brasileiros e portugueses. As obras compõem um dos 13 módulos da mostra - que faz uma retrospectiva da cultura brasileira no período entre a pré-história e a arte contemporânea.
Os módulos viajarão por cinco capitais do país, países da Europa e pelos Estados Unidos.
Em Brasília, só serão expostos os módulos da carta e o de arte popular, com 150 peças de artistas de várias regiões do Brasil. O conjunto estará a partir do dia 11 no Centro Cultural Banco do Brasil.
A exposição, que termina dia 17 de dezembro, marca a inauguração do centro. Ela ocupará um prédio desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, autor dos monumentos da capital federal. A entrada para ver os dois módulos será gratuita em Brasília.
As telas e os trabalhos em acrílico foram transportados de caminhão. Todo um aparato de segurança, entretanto, foi montado para transportar a carta de Caminha. Ela virá de avião comercial, mas será acompanhada por um profissional especializado em zelar pela integridade de documentos e objetos antigos.
Em Brasília, a carta será escoltada por batedores da Polícia Militar do aeroporto ao Congresso. O documento pertence ao acervo da Torre do Tombo, que fica em Portugal. A primeira exibição da carta no Brasil foi durante a Mostra do Redescobrimento, em São Paulo.
A cidade que terá mais módulos, depois de São Paulo, é o Rio de Janeiro. Eles ficarão expostos em vários locais. No próximo dia 9, será inaugurada a exposição do módulo Negro de Corpo e Alma, na Casa França-Brasil. No mesmo dia, será aberta a exibição do módulo Cangaço, no espaço cultural da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos). Esse módulo foi criado especialmente para o Rio, a partir de parte do módulo Arte Popular, que expunha objetos de Lampião.
O módulo da carta de Caminha será exposto no Rio no dia 17 no Museu de História Nacional.
No MAM (Museu de Arte Moderna), a unidade Artes Indígenas será exibida a partir do dia 10. Já o módulo Imagens do Inconsciente começará a ser exibido dia 18, no Paço Imperial.
O módulo Arte Barroca poderá ser visto no Museu Nacional Belas Artes, a partir do dia 26.
No dia seguinte, parte da mostra estará estreando em Lisboa. Em novembro, uma panorâmica dos trabalhos será exibida em São Luiz (MA).
Segundo a assessoria de imprensa da Associação Brasil + 500, as decisões sobre o itinerário dos módulos são tomadas por um conselho de curadores composto por profissionais de todo o país. Para receber parte da mostra, a cidade precisa ter locais tecnicamente adequados para que sejam preservadas as características das obras.

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