Morretes cheira a banana e barreado
Curitiba O trem chega a Morretes próximo do meio-dia, bem na hora da fome. Perfeito. A cidade oferece em cada esquina o prato típico da região com todo o seu ritual de degustação: o barreado. De origem cabocla, o quitute é feito com charque, toucinho e temperos típicos das cidades centenárias da região, tudo cozido em panela de barro bem vedada, por longas 12 horas, necessárias para deixar a carne desfiada. A comida encorpada e energética é servida com farinha de mandioca, banana, laranja e pirão que pode ser feito na mesa pelo próprio cliente, acrescentando farinha ao barreado bem quente para escaldar.
Nos restaurantes maiores, o barreado é acompanhado por arroz, peixes grelhados ou à milanesa, frutos do mar, saladas, maioneses, pães e patês, custando em média R$ 22,00, por pessoa. No restaurante Madalozo (41 3462-1410), por exemplo, o prato é degustado com uma deliciosa vista para o Rio Nhundiaquara, que corta a cidade e torna muito agradável a estadia na cidade. Em estabelecimentos menores, com a proposta de comidinha caseira, o barreado sai por até R$ 8,50. Garçons e os próprios donos dos restaurantes ficam na pracinha central, à espreita, para seduzir a clientela.
Fora o barreado, banana é o que se oferta em Morretes. A fruta é encontrada nas versões balas, chips, compotas, passas e sorvete artesanal. Parte do tempo em Morretes também pode ser gasto caminhando pelas ruas históricas de paralelepípedos e nas lojas de artesanato. Os souvenirs são incontáveis, esculpidos em madeira, barro, pedra, tecido e palha. Nessas casas também são oferecidas cachaças feitas nos alambiques da região e partir de produtos locais. (F.G.)





