Tom Wolfe criou a expressão ‘radical chique’, para representar a fascinação de liberais ricos com revolucionários
Tom Wolfe criou a expressão ‘radical chique’, para representar a fascinação de liberais ricos com revolucionários | Foto: Fernando Leon/ AFP/ Getty Images



O escritor e jornalista americano Tom Wolfe morreu aos 88 anos na segunda-feira (14). Considerado um dos grandes inovadores do jornalismo no século 20, ele era autor de livros e textos célebres como "Radical Chique e o Novo Jornalismo" e "Emboscada no Forte Bragg."
Expoente do 'new journalism' ao lado de Gay Talese e Truman Capote, Wolfe estava internado em um hospital em Manhattan, segundo o The New York Times. A agente literária de Wolfe, Lynn Nesbit, disse que ele morreu em decorrência de uma infecção.
Admirador do romancista francês Emile Zola e outros autores de ficção realista, Wolfe era um americano pouco ortodoxo que insistia que o único jeito de contar uma grande história era sair à rua e reportá-la. Com Gay Talese, Truman Capote e Nora Ephron, ele ajudou a demonstrar que o jornalismo poderia oferecer o prazer literário encontrado nos livros. Feitor engenhoso de frases, ele ajudou a criar expressões como "radical chique", para a fascinação de liberais ricos com revolucionários.
Wolfe ironizava a relutância dos escritores americanos em enfrentar problemas sociais e alertou que a auto-absorção e os programas de mestrados em escrita iriam matar o romance. "Assim as portas se fecham e os muros sobem", escreveu no seu manifesto literário de 1989, "Stalking The Billion-Footed Beast." Ele ficava chocado que nenhum autor da sua geração havia escrito um romance abrangente no estilo do século 19 sobre a cidade de Nova York, e acabou escrevendo um ele mesmo, "A Fogueira das Vaidades." Seu trabalho rompeu várias regras, mas era baseado no jornalismo 'old school', numa atenção obsessiva ao detalhe que durou décadas. (Associated Press)

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