Arquivo FolhaSamuel Guimarães da CostaMorreu ontem, em Curitiba, aos 77 anos, o jornalista e historiador Samuel Guimarães da Costa. O corpo foi sepultado às 17 horas no Cemitério Municipal de Curitiba.
Natural de Paranaguá, descendente de uma tradicional família paranaense - tetraneto de Manoel Antônio Pereira, que foi o último capitão-mor e primeiro prefeito de Paranaguá - Samuca, como era conhecido pelos amigos e colegas, teve uma intensa vida cultural.
Era da mesma geração de Glauco Flores de Sá Britto, José Paulo Paes, Armando Ribeiro Pinto e Scliar, intelectuais que costumavam reunir-se no Café Belas Artes e ali criar e gerenciar, à base de muita discussão, projetos de revistas, artigos para jornais, livros e peças de teatro.
Costa foi editor da revista ‘‘A Ilustração’’ e colaborador de publicações como ‘‘Os Moços’’, ‘‘A Idéia’’ e ‘‘O Livro’’, todos dedicados à cultura. Trabalhou como jornalista em vários jornais do Estado, tendo sido o primeiro secretário de redação do jornal ‘‘O Estado do Paranᒒ. Também foi diretor e presidente do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná.
Era um profundo conhecedor e pesquisador incansável da história do Paraná. Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, ao Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná e ao Centro de Letras Leôncio Correia, de Paranaguá.
Escreveu, entre outros, os livros ‘‘Economia Ervateria’’ (1958), ‘‘Estudo das Áreas Culturais como Fundamento da Educação’’ (1965), ‘‘Paranᒒ (1975), ‘‘A Erva Mate no Paranᒒ (1989), ‘‘O Último Capitão-Mor’’ (1988), e ‘‘As Quatro Faces da Geração de 22’’ (1992).
Por sua produção literária foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, onde ocupava a cadeira de número 20.
Na atuação política, foi assessor dos ministros paranaenses Aramis Athayde e Bento Munhoz da Rocha Neto e dos governadores Ney Braga e Paulo Pimentel. Foi chefe da Casa Civil do Paraná durante o governo Paulo Pimentel. Em 1983, recebeu o título de Cidadão Benemérito do Paraná.

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