O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Considerado um dos mais influentes jornalistas e escritores brasileiros, era reconhecido por suas reportagens investigativas e livros que analisam momentos marcantes do Brasil contemporâneo.

Zuenir nasceu em Além Paraíba (MG) em 1931, fez carreira nos principais veículos da imprensa brasileira, como Jornal do Brasil, O Globo e Época. Seu estilo é uma referência do jornalismo literário, com apuração rigorosa e narrativa fluida sempre acompanhadas de análise sociológica.

Entre suas principais obras estão os livros:

"1968: O Ano que Não Terminou" (1989): considerado seu livro mais célebre, aborda a efervescência cultural, os movimentos estudantis e a intensificação da ditadura militar no Brasil.

"Chico Mendes: Crime e Castigo" (1989): Cobertura investigativa sobre o assassinato do líder ambientalista no Acre.

"Cidade Partida (1994)": Estudo sobre o crescimento da violência urbana e a divisão socioeconômica no Rio de Janeiro, vencedor do Prêmio Jabuti.

"Minhas Histórias dos Outros" (2005): Livro de memórias e bastidores do jornalismo cultural brasileiro.

Em 2014, foi eleito para a Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no lugar do dramaturgo e poeta Ariano Suassuna.

A causa da morte do escritor foi uma pneumonia. Seu corpo será velado na quarta-feira (23) na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio de Janeiro, e sepultado no mausoleu da Academia no Cemitério São João Batista.

* Matéria em atualização.

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