Morre o artista plástico londrinense Bira Senatore

Professor do curso de Artes Visuais da UEL, ele morreu aos 59 anos após sofrer uma parada cardíaca na tarde de sexta-feira (4)

Marcos Roman
Marcos Roman

 

Morre o artista plástico londrinense Bira Senatore
Arquivo pessoal
 

Morreu na tarde do final da tarde de sexta-feira (4), aos 59 anos, o artista plástico londrinense Bira Senatore. Professor do curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde 1995, ele faleceu após sofrer uma parada respiratória, na cidade de Palmital (SP), onde moram seus pais. Além da atividade acadêmica, Bira teve destaque expondo obras em gravura, cerâmica e outras produções artísticas. Foi um dos criadores da revista londrina Outra nos anos 1980, na mesma década em que assinou o projeto gráfico da coluna “Leitura”, publicada pela Folha de Londrina.  



 


Ubirajara Senatore faleceu em Palmital, cidade do interior paulista, onde nasceu. “Ele estava licenciado da UEL e desde o início da pandemia voltou a morar com nossos pais para ajudar a cuidar deles, que sofrem de Alzheimer. Por volta das cinco da tarde, entramos no quarto em que ele dormia e o encontramos morto. O laudo médico revelou que ele sofreu uma parada cardíaca enquanto dormia”, comentou a jornalista Ubiramara Senatore Ramos, irmã do artista plástico. 



 


Ela disse que o irmão não tinha nenhuma comorbidade e que aguardava com ansiedade a sua vez de se vacinar contra a Covid-19. “Infelizmente não deu tempo dele se vacinar. Acabamos perdendo ele por outro motivo”, relatou ao lembrar que desde criança Bira já demonstrava seu talento para as artes plásticas. “Desde muito criança ele já fazia desenhos lindos. Começou desenhando nos cadernos de escola e nos anos 1980 se mudou para Londrina com o objetivo de cursar artes plásticas. Mesmo morando longe ele nunca passava mais de 15 dias sem visitar a família. Estamos sofrendo muito pela morte dele”, enfatizou Ubirama ao comentar que o corpo do irmão foi sepultado na manhã deste sábado (5). 




 


Amiga de Bira desde quando cursaram juntos a graduação em Artes Visuais na UEL, a professora universitária Carla Juliana Galvão Alves ressaltou a afetuosidade que Bira tinha com alunos e amigos. “Ele era muito gentil e carinhoso com todos. Nunca o vi alterando a voz e nem sendo grosseiro com ninguém”. Nas redes sociais, dezenas de amigos lamentaram a morte do artista plástico. “Figura importantíssima na minha vida. Me abriu os olhos para a importância da linguagem gráfica no jornalismo, não como ornamento, enfeite, mas como possibilidade de potencialização da informação total. Assim que comecei a trabalhar na Folha de Londrina, meu primeiro emprego profissional, ressuscitei a página literária "Leitura" e o chamei para fazer o projeto gráfico. Juntos, fizemos edições antológicas”, comentou pelo Facebook o jornalista, poeta e escritor Ademir Assunção. 


 




“Conheci o Bira na década de 80 como estudante de Arquitetura, depois passou a ser estudante de Artes Visuais. Em 1978 o Cine Teatro Ouro Verde passou a ser patrimônio da UEL e a sediar no seu saguão, eventos em arte, dos quais Bira começou a participar. No mesmo período passei a fazer parte da comissão administrativa da Galeria de Arte Banestado. Sugeri à administração da agência o Bira para fazer os projetos expositivos e gráfico das mostras. O trabalho de Bira junto a estes dois espaços expositivos foi excelente pois a visão conceitualista que ele tinha do contexto da arte visual naquele período era bem diferente do que se tinha no ambiente regional o que me auxiliou a instaurar novas propostas e proposições que trouxeram novos olhares para Londrina e região”, comentou o professor aposentado da UEL Isaac Camargo, que foi orientador de Bira no curso de Mestrado em Comunicação Visual cursado na instituição.  





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