Morre Keigo Higashino, grande nome da literatura policial japonesa
Autor deixa um legado com mais de 100 obras, uma trajetória que atravessou gerações de leitores e uma coleção de prêmios
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segunda-feira, 27 de julho de 2026
Autor deixa um legado com mais de 100 obras, uma trajetória que atravessou gerações de leitores e uma coleção de prêmios

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Keigo Higashino transformou a literatura policial contemporânea com histórias que iam muito além do mistério. Em suas obras, o suspense sempre caminhou ao lado de personagens complexos, dilemas morais e um olhar sobre as relações humanas.
Na própria perspectiva de Higashino, que morreu no último dia 23, aos 68 anos, ele sempre escreveu com intuito de suscitar a surpresa nos leitores, e preferia, em vez de simplesmente explicar o significado global ao final da narrativa, valorizar desde o início as ações e as intenções dos personagens para oferecer um retrato mais fiel dos seus sentimentos de angústia e culpa ao longo de uma obra.
"Alguns escritores procuram emocionar seus leitores, outros querem escrever frases bonitas. Eu quero que os leitores sejam continuamente surpreendidos pelas minhas ideias", afirmou ao The Wall Street Journal, em 2011.
Higashino deixa um legado com mais de 100 obras, uma trajetória que atravessou gerações de leitores e uma coleção de prêmios. Foi o 13º presidente da Associação de Escritores Policiais do Japão, de 2009 a 2013, e teve diversos livros adaptados para o cinema e a televisão.
Com destaque para A Devoção do Suspeito X, uma de suas obras mais afamadas, vencedora do 134º Prêmio Naoki, em 2005, e do 6º Prêmio de Romance Policial Autêntico, em 2006. Em 2012, a obra também foi escolhida como um dos melhores romances policiais do ano pela American Library Association. No Brasil, A Devoção do Suspeito X foi publicada pela Editora Estação Liberdade que lhe prstou uma homenagem esta semana.
* Com assessoria.


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