Morre humorista Max Nunes aos 92 anos
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Folhapress 
São Paulo - Morreu na madrugada de ontem, no Rio de Janeiro, o humorista Max Nunes, aos 94 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano e teve complicações após sofrer uma queda.
Nascido em 1922 no Rio de Janeiro, Max Nunes formou-se em 1948 em Medicina e especializou-se em cardiologia, exercendo a profissão até os anos 1980.
Morador da Vila Isabel, foi vizinho de Noel Rosa, de quem ficou amigo. Na infância, participou de programas de rádio e de concursos musicais. Pela voz doce, ganhou o apelido de "gargantinha de veludo". Mais tarde, assinaria letras como compositor. É o caso de "Bandeira Branca", composta em parceria com Laércio Alves.
Ainda nos anos 1940, estreou como roteirista de "Barbosadas", programa de Barbosa Jr. na rádio Nacional, e do filme "E o Mundo Se Diverte" (1948), de Watson Macedo.
Trabalhou na Rádio Tupi, mas foi na Radio Nacional que teve seu maior sucesso: "Balança mas não Cai", humorístico que ganhou versões para o cinema, o teatro de revista e a televisão.
Para os palcos, escreveu 36 peças para o teatro de revista.
Ele chegou à TV como roteirista na década de 1960 no extinto canal Excelsior e, alguns anos depois, mudou-se para a Globo, onde começou uma longa parceria com o apresentador Jô Soares.
"Nós éramos muito próximos. Ele era muito padrinho, trabalhos juntos há muito tempo. Vou falar o óbvio: é uma grande perda porque ele era um dos grandes, ao lado do Millôr Fernandes, do Chico Anysio, dos grandes humoristas do Brasil. Não só na superfície, mas também em profundidade", disse Jô à reportagem.


