Rio de Janeiro - Conhecida desde os anos 1940 como ''rainha do choro'' por ser a principal voz a gravar os compositores do ritmo, a potiguar Ademilde Fonseca morreu aos 91 anos na noite de terça-feira.
A cantora sofreu um mal súbito em sua casa, em Ipanema, na zona sul do Rio. O corpo seria enterrado ontem no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Sua estreia em disco aconteceu em agosto de 1942, num álbum que trazia a primeira gravação com letra do sucesso ''Tico-Tico no Fubá'', choro de Zequinha de Abreu. No ano seguinte, gravaria novos sucessos como ''Apanhei-te, Cavaquinho'' e ''Urubu Malandro''.
Ao longo de sua carreira, trabalharia com músicos célebres como Garoto, Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e o maestro Radamés Gnattali, e passaria pela rádio Nacional e pela rádio e TV Tupi.
Ademilde deixa uma filha, a também cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos.

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