Morar no castelo foi um sonho que durou dois anos
Em 1844, enriquecido pelo sucesso de ''Os Três Mosqueteiros'' e ''O Conde de Monte Cristo'', Alexandre Dumas comprou um terreno em Port-Marly (arredores de Paris) e mandou construir nele um castelo de estilo neo-renascentista, onde viveu somente dois anos, pois teve de vendê-lo devido às pressões de seus credores.
Em 1845, Dumas explicou suas idéias ao arquiteto Hippolyte Durand. O escritor queria ''um parque inglês e, no meio dele, uma mansão renascentista. Para seu ''gabinete de trabalho, um pavilhão gótico rodeado de água''.
Dois anos mais tarde, o sonho de Alexandre Dumas de viver em um ''pequeno paraíso terrestre'' tornou-se realidade: no dia 25 de julho de 1847, mais de 600 convidados assistiram à inauguração da mansão.
A partir de então, o Castelo de Monte Cristo esteve sempre cheio de visitantes. Uma multidão de escritores sem inspiração, pintores arruinados e atores desempregados comiam na mesa do escritor, servidos por numerosos empregados domésticos.
Enquanto isso, Alexandre Dumas trabalhava em seu pavilhão neogótico com aspecto de decoração teatral, situado em meio a um pequeno lago. Ao mesmo tempo que as festas suntuosas se sucediam, as dívidas se acumulavam. Em 1848, foi feito um inventário dos bens de Dumas, a pedido de um credor. O castelo, no qual o escritor gastou mais de 500 mil francos, foi vendido em 1849 pela quantia irrisória de 31 mil francos.
O castelo teve depois vários proprietários, mas pouco a pouco e, por falta de manutenção, deteriorou-se até se tornar um edifício em ruínas. No início dos anos 70, esteve a ponto de ser demolido, em uma ampla operação imobiliária, mas a Associação de Amigos de Alexandre Dumas fez uma campanha para impedir a demolição e o castelo terminou sendo comprado, em 1972, por uma associação de três municipalidades da região, que o restaurou.





