Outros monumentos históricos, como a casa do almoxarife Rodrigo de Bastidas, de 1527, na Calle de Las Damas, e as ruínas do Hospital de San Nicolas de Bari, onde havia uma capela no interior, dão uma idéia do que foi a soberania espanhola. Até o conquistador espanhol Hernan Cortez, que dizimou com populações indígenas da América do Sul teve uma residência em Santo Domingo, numa casa onde hoje funciona um escritório da Embaixada da França.
Um arrepio percorre a espinha do turista que chega às ruínas do convento de San Francisco, na Calle Maria de Hostos, principalmente se a vista for no fim da tarde. Surgindo do nada, com a sutileza dos pombos que povoam as ruínas, o vigia local, Nelson Castro, conta que o local serviu como hospício durante muito tempo. Boas fotos de todos os ângulos serão tiradas do convento, que parece cenário de filme noir.
Também na zona colonial estão lojas, bares e restaurantes de extremo bom gosto. No cruzamento das Calle Isabel, a Católica e Calle Pader Bellini, a Maison Gianni Versace instalou uma filial para atender a ínfima parcela da população que pode pagar os preços salgados da grife. A maioria do povo sofre com as desigualdades econômica e social típicas da América Latina e sobrevive com pouco mais de um salário mínimo de cerca de 2 mil pesos, equivalente a US$ 125 (um dólar vale cerca de 16 pesos dominicanos). Como diz a guia turística Sonia Albuquerque, da Agência Emotions, o povo vive ''se Díos quiere''. (M.B.)

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