Monumentos intocados
Por força de um embargo diplomático que já dura dez anos e isolou o Iraque do resto do mundo, o turista perde a oportunidade de conhecer algumas pérolas da arte islâmica. Monumentos e lugares de suma importância histórica e arqueológica estão intocadas, fora do alcance da maioria das pessoas.
Em Bagdá, capital do Iraque, mesquitas elevam minaretes fabulosos por toda parte. Notável criação de artesãos e arquitetos, que fizeram escola e deram fama aos arcos dos monumentos de Bagdá. Poucas superam o estilo sóbrio de Al-Mustansirya, construída no século 13. Apesar de não serem coloridos, impossível não se render aos arabescos esculpidos nas paredes de Al-Mustansirya. Outra atração dessa mesquita: os iwan, que são salas fechadas em três lados, mas completamente abertas para o pátio.
Na periferia de Bagdá, um túmulo chama a atenção. Um sultão construiu para a esposa preferida uma tumba de singeleza desconcertante. A construção tem uma espécie de minarete decorado e perfurado por vários orifícios. Quando o sol está a pino os raios penetram no interior e clareiam o ataúde da esposa do sultão. Do lado de fora ficam túmulos de familiares dela.
Em Mossul, norte do Iraque, fronteira com a Turquia, região belicosa por abrigar campos de refugiados curdos, novamente o turista se priva de conhecer a Grande Mesquita. Nela, até a murada é ornamentada com composições figurativas. Na direção sul do país, a cidade de Samarra, na margem esquerda do rio Tigre, guarda uma jóia rara. A mesquita de Maluriia e seu minarete helicoidal, arquitetura inspirada nas bíblicas torres de Babel. Em torno do minarete as pessoas andam até chegar ao topo. Ainda que a torre não se eleve até ao céu, Samarra tem seu lugar no ápice da arte islâmica.





