ReproduçãoBeleza naturalBosques com araucárias centenárias e outras árvores servem de cenário para chalés e casarões de montanha no estilo europeuEncravada no sopé da Serra da Mantiqueira, a 167 quilômetros de São Paulo, Monte Verde é pura magia. Bosques com araucárias centenárias, eucaliptos, árvores frutíferas, pinheiros e hortênsias servem de cenário para chalés e casarões de montanha no estilo europeu e casinhas que lembram a história infantil de João e Maria. Neste lugar que parece saído de um livro de contos de fadas, só faltam Branca de Neve e os sete anões.
Monte Verde, porém, tem encantamento suficiente para servir de retiro para tratar muito bem do corpo, mente e espírito, atendendo a todos os caprichos dos visitantes românticos.
Não por acaso, na década de 40 seu fundador, Werner Grinberg, imigrante da Letônia, passava lua-de-mel na região de Campos de Jaguari (hoje, Monte Verde), quando, fascinado pela exuberância natural do lugar que julgava lembrar sua terra natal, adquiriu terras por lá. Pouco a pouco, Grinberg loteava e vendia parte de sua propriedade para os amigos e parentes, dando origem à colônia européia que levava o seu nome: grin (verde) e berg (monte).
Muitas vezes comparada a Campos do Jordão, Monte Verde é bem menor e sem qualquer badalação. Sua localização isolada, a 1.600 metros de altitude, com acesso por estrada de terra de cerca de 30 quilômetros a partir da cidade de Camanducaia (MG), ajudou a impedir que o progresso tomasse conta da cidade. Mas a infra-estrutura turística e hoteleira disponível é impecável, mesclando harmoniosamente os estilos mineiro e europeu. Só de pousadas e hotéis há mais de 35, a maioria com lareira no quarto.
O centro, chamado de Vila de Cima, resume-se à Avenida Monte Verde. Tranquila dia e noite, é margeada de minishoppings a céu aberto, lojinhas de malhas artesanais, velas de cheiro, produtos naturais, gnomos e cristais. Tudo é sempre artesanal e com encanto especial. Das casas de chá, que parecem casinhas de boneca, às cabanas típicas de queijos e doces mineiros. Os restaurantes não podiam ser diferentes. O Sherwood, por exemplo, de cozinha variada, traz ambiente e décor inspirados na lenda de Robin Hood.
São várias as opções de culinária na cidade. É possível se deliciar com pratos de cozinhas diversas, do tradicional feijão tropeiro à truta salmonada, fondue, raclete e kassler (joelho de porco, uma especialidade alemã). E tem ainda sorvete, chocolate e doces caseiros aos montes. Tanta comilança pode ser recompensada com atividades de lazer e esportes.

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