Não dá para negar que, sem Tina, o ‘‘Big Brother Brasil 2’’ pode se tornar um enfadonho programa de comadres. A concorrente que ‘‘tocou terror’’ pelo menos fez com que a produção requentada da Endemol se tornasse novamente assunto. Na eliminação de Tina, que foi reprovada por 63% pelos 3 milhões de votantes, o ‘‘Big Brother Brasil 2’’ conquistou a boa marca de 40 pontos de média e 45 de pico. Tina correu para o abraço da família e fez os desafetos a mandarem procurar briga no ‘‘Programa do Ratinho’’. Com isso, é evidente que o ‘‘Big Brother Brasil 2’’ vai perder em imprevisibilidade, pois Tina falava consigo mesma, pintava o rosto e jogava sal grosso pelo quarto para espantar as más vibrações. Isso sem contar que chamou um de homossexual e outro de alcoólatra. Já Tarsiana, que permaneceu na casa, o máximo que fez foi dançar com alguns companheiros e provocar o chucro Rodrigo. Pelo menos, sem a explosiva Tina por perto, os concorrentes vão ter paz para fazer o que parecem procurar desde o início do programa: sexo.
O próprio apresentador Pedro Bial já deu mostras de que o clima do ‘‘Big Brother Brasil 2’’ iria ser mais ‘‘caliente’’ do que o primeiro. De cara, rebateu a provocação de Cida de que poderia ‘‘tomar leite no pires se ela pedisse com jeitinho’’. Não satisfeito, disse que a morena Thaís ‘‘batia um bolão’’. Mas é evidente que as participantes do programa ficam mais ouriçadas quando entram em contato pela tela com Bial, do que quando estão frente a frente com os concorrentes masculinos. Um exemplo é o ‘‘quase-casal’’ Thyrson e Manuela. Ele só falta esticar o tapete vermelho e ficar embaixo para a bonita loura passar, e nada. Manuela não consegue se animar com os galanteios do ‘‘mestre-cuca taradão’’ nem quando ele paga o mico ao dizer que queria conhecer a mãe dela para falar o quanto a ama. Desinteressante e bobo.
Com a sua saída, de Tina a Globo se arrisca a perder em audiência. Mas se livra de se aproximar dos programas das outras emissoras que reúnem familiares, casais ou vizinhos para lavar a roupa suja em frente as câmaras.
E, para o espectador, não dá para negar que será quase que um castigo acompanhar uma turma certinha, como um bando de escoteiros-mirins que não chega às vias de fato em nenhum sentido. Mas a direção do ‘‘Big Brother Brasil 2’’ está monitorando tudo atrás dos vidros espelhados justamente para não deixar que a soporífera harmonia tome conta do grupo.
Agora, sem a Tina, a direção do programa vai ter que arranjar outra encrenqueira. Ou pedir para a meninas darem mais bola para os meninos do que para o saliente Pedro Bial.

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