Mônica Salmaso: "Cantar com orquestras é uma experiência sempre forte"
Mônica Salmaso: "Cantar com orquestras é uma experiência sempre forte"


Como surgiu essa parceria com a Osuel?
Em 2015 aconteceu um primeiro convite para eu cantar com a Osuel. Foi um encontro muito bonito. Cantar com orquestras é uma experiência sempre forte, principalmente para uma cantora de música popular com um trabalho desenvolvido, na maioria das vezes com formações pequenas. No meu trabalho, faço música popular de câmara. Este ano o convite se repetiu, agora para a abertura do Festival. Isto me deixa muito feliz!

Você tem alguma ligação especial com Londrina?
Na verdade, eu gostaria de ir a Londrina mais vezes! Fomos sempre muito bem recebidos. Público quentinho que deixa a gente se sentindo bem-vindos.

Apresentar-se acompanhada de uma orquestra é mais desafiador para uma intérprete?
É um outro desafio. Por um lado, cantar com uma orquestra é bastante "protegido". Com tantos instrumentos, raramente a voz fica sozinha, sempre tem alguém tocando as notas da melodia, sempre a voz está "vestida" musicalmente. O que não acontece em grupos pequenos. Mas existe uma responsabilidade grande, um medo de errar maior, porque a Orquestra não virá atrás de você caso algo aconteça fora do que está escrito. É um "navio grande e pesado", não consegue fazer curvas rápidas e de última hora. Então são experiências diferentes. Eu adoro!

Quais canções farão parte do repertório deste concerto com a Osuel?
Vou cantar "Melodia Sentimental" (Heitor Villa Lobos & Dora Vasconcelos), "Noite" (Nelson Ayres), "Ciranda da Bailarina", "A História de Lily Braun" e "O Circo Místico" (Edu Lobo & Chico Buarque), "Anos Dourados" (Tom Jobim & Chico Buarque) e os clássicos da música brasileira "É Luxo Só" (Ary Barroso & Luiz Peixoto), "Camisa Amarela" (Ary Barroso) e "Tim Tim por Tim Tim" (Haroldo Barbosa & Geraldo Jacques). Todos arranjados para orquestra pelo Nelson Ayres que estará no concerto comigo. Muitas belezas.

Já pensa em gravar um novo disco?
Não, ainda é cedo. O "Caipira" ainda está começando a ganhar a estrada.

Quais são seus trabalhos profissionais atuais e futuros?
Estou focada na turnê do "Caipira" e em projetos paralelos que sempre cabem na minha carreira e me deixam muito feliz como as parcerias em shows que tenho com o quinteto Sujeito a Guincho, o pianista André Mehmari, com o Guinga e um show inédito que fiz com o violonista, arranjador e pesquisador Paulo Aragão em homenagem ao Wilson Baptista, agora com as participações do Luca Raele e do Teco Cardoso nos sopros. Todos estes encontros me alimentam de música.(M.R.)

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