Oriente-se




Casualmente, acabei assistindo a um programa de TV sobre a Coréia, que acabou me chamando mais a atenção do que os jogos que acontecem por lá. O assunto era a dieta desses povos que vivem do lado ‘‘onde o sol se põe’’ e da constatação do baixo índice de pessoas com obesidade. Para a repórter, uma surpresa, para quem trilhou caminhos da alimentação macrobiótica, a confirmação de que os ensinamentos do mestre George Osawa estavam cobertos de razão. Pioneiro em hábitos e alimentos desconhecidos para a maioria dos ocidentais, ele já ensinava que os riscos de um estômago dilatado são bem menores ou improváveis quando se come nas conhecidas ‘‘cumbuquinhas japonesas’’. Perde-se no tempo a origem do hábito de usar o utensílio que, cheio até a borda, faz o estômago sentir-se pleno por, no mínimo, 6 ou 7 horas. Os pauzinhos, ou hachis, também contribuem para se ingerir menos comida em um tempo maior. Em dedos adestrados os hachis são longas pinças, que como tentáculos minuciosos não deixam sobrar um grão de arroz. Os spas da vida não se dariam bem no Oriente, com os hábitos alimentares saudáveis já incrustados na genética desse povo. Ninguém prepara vegetais tão saborosos. E como já dizia minha amiga Chang, os chineses construíram a muralha da China comendo basicamente...repolho.
Repolho agridoce
1 repolho grande, que pode ser roxo ou branco, mas com o roxo fica melhor.
2 xícaras de chá de água. Se quiser, substitua por caldo de galinha ou de legumes
1/2 xícara de chá de vinagre
2 folhas de louro rasgadas
1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
50 gramas de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Modo de fazer
Desfolhe o repolho, corte fora o centro duro e, com as mãos, rasgue as folhas em pedacinhos. Numa panela junte o repolho e os outros ingredientes. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar por uma hora ou mais, até que o repolho esteja macio. Parece incrível, mas até as criancas gostam! Para quem sabe, fica mais delicioso ainda comer esta receita com palitinhos, ou melhor, hachis.
Maria de los Angeles

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