MOLHO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Maria de Los Angeles. 
Nesta epoca de delirium dietético dominada pelo medo do colesterol e pelo culto das vitaminas, atraída por uma cozinha que alie sabor e magreza, é bizarro que se tenha visto numa geração desaparecer de quase todas nossas mesas, os pratos de legumes. ( Jean-Francois Revel- Um banquete de palavras)
Legumes, como todos sabemos, são plantas. Considero isso já de cara, uma excelente qualidade do que ingerimos e vai nos nutrir. Desvalorizado pelos reis como sendo raizes-comida de pobre, mesmo assim lá estavam as humildes ervilhas e lentinhas a decorar seus deliciosos pratos de caça e pesca. Na macrobiótica, um prato completo é composto de 50% de cereais, 40% de legumes e 10% de proteínas fornecidas geralmente pelo preparo de sementes que parecem comida de passarinho o gergelim, por exemplo. Estudando a macrobiótica, aprende-se a fazer legumes de várias maneiras que não seja só na sopa. Alguns ficam melhores grelhados, outros crus e refogados. Pessoas com dieta à base de carnes não sabem o que fazer com os excelentes alhos-porros que há na prateleira. Às vezes os preços também não são tão altos assim. Então, se você quiser preparar um prato para toda a família, compre um belo talo para cada um. Lave-os, corte ao meio com as pontas mais verdes. Disponha numa assadeira untada e polvilhe com sal, tomates e cebola desidratada ou em rodelas, ervas (como orégano ou sálvia). Regue com bastante azeite ou bolinhas de manteiga. Cubra com uma camada, a mais grossa possível, do queijo que tiver em casa gorgonzola diluído com um pouco de creme de leite fica bom. Cubra bem os talos pelas metades e leve ao forno bem quente para derreter tudo e gratinar um pouco. Sirva com arroz, pão ou batatas. Garanto que além de engordar menos, satisfaz.


