MOLHO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de junho de 2001
Maria de Los Angeles 
Mingaus sempre caem bem. De fubá, amidos, aveia, com licores, a essencial canela para temperar, flambados com conhaque ou com açúucar queimado. O corpo se aquece, o estômago agradece e não tema se, por um momento, voltar à infância e sua alma se aquecer carinhosamente como colo da mãe. Tem mingau que é irresistível até para muito cabra-macho barbado, que come com gosto sem sentir sua virilidade em nada arranhada. Sim, adultos têm direito também a um bom fervente e cremoso mingau. Normalmente quase todos são bastante ambivalentes, ja que a maioria se transforma em delicados flans (pudins) depois de frios. Para requentá-los, acrescente um pouco mais de leite e mexa bem, já que as temperaturas não andam lá muito para cremes gélidos. Concordo plenamente com Isabel Allende quando diz, em seu lindo livro Afrodite: Cremes têm que ter a textura sedosa da pele muito jovem, a linda cor marfim e o sabor delicado, que se pode mudar agregando licores como de amêndoa e laranja, etc...Aromas como de café ou chocolate, especiarias como baunilha, canela, cravo, água de rosas...
Mingau do Céu
(para 4 pessoas )
5 gemas de ovo
1/2 xícara de glaçúcar (açúcar de confeiteiro)
1 xícara de vinho branco doce
1/4 de xícara de licor doce (kirsch, rum, curaçao, ou o que tiver )
Bata as gemas com o açúcar ate que fique branco. Batendo sempre, agregue aos poucos o vinho branco. Leve ao fogo numa panela em banho-maria e bata, enquanto a água ferve, com um batetor manual ou elétrico, até obter uma mistura homogênea e espessa. Deve aumentar de volume quase o dobro. Acrescente o licor. Bata mais 5 minutos e sirva fervendo imediatamente em xícaras de sopa ou de chá. Se sobrar não serve mais. Portanto, ataque o frio com mingau.


