MOLHO
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Maria de Los Angeles
Para quem gosta de peixe, a quaresma não é nenhum tipo de sacrifício. E se a Páscoa vem com seus ovos, como ‘‘prêmio’’ à abstenção da carne, por que não se premiar desde já experimentando todos os tipos e maneiras de comer peixes, como o sashimi, que os japoneses sabem fazer milenarmente bem? O frescor do peixe com algas e arroz é uma combinação gustativa única, e quem aprecia sabe a que me refiro. Gostaria de sugerir aos sushimens que experimentassem usar o mero, que é o bacalhau ainda sem salgar, fresco. Por ser do mar, tenho a impressão que ficará muito bom cru. Como o linguado, que vira uma gelatina branca e pastosa. Peixe em conserva, no azeite, vinagre, sal, coalhada existe na culinária de todas as raças, porém o sahimi não é uma conserva, mas peixe tão fresco como o recém-pescado, com toda vitalidade e transparência, assim esperamos, dos mares e rios de onde foram pescados. Fazer sashimi é uma grande arte, mas podemos improvisar esse sabor em nossas cozinhas. É imprescindível ter algas Nori (há em casas de produtos japoneses), que para ficar crocantes terão que ser requentadas em frigideira ou microondas, arroz branco cozido com sal, molho de soja, raiz forte verdinha, fortíssima, deliciosa e bactericida, gengibre. O peixe cru da sua preferência em fatias finíssimas e com a limpeza das águas em que foram retirados. Enrole um pouco de cada ingrediente na folha de alga e coma imediatamente. Sanduíche oriental delicioso.
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