MOLHO - Maria de Los Angeles
Chá, beberagem milenar, sem a qual não teríamos sobrevivido. Nem os ingleses, com certeza. Mesmo que você odeie, de vez em quando terá que tomá-lo, quando estiver doente... e dos bem amargos.
Já sabendo disso, proponho que nos tornemos apreciadores da Arte do Chá. Quem não foi criança, e brasileira, sem ter tomado chá de mate com bolinhos numa tarde de chuva? São lembranças que ficam impregnadas na alma com cheiro e sabor. Quem aprecia e conhece chás, gosta de tomá-los sem adoçar. Há exceções, sendo uma o chá mate. Alguns podem ser tomados aos bules, outros, uma xícara talvez mate.
Os chás orientais podem ser usados e abusados. Tomados a séculos, são a bebida Zen por excelência. Como o Banchá, que nada mais é que folhas verdes envelhecidas três anos. Preferido dos monges, sejam budistas, brâmanes, sufis.
Mesmo que você não seja monge, um banchá bem-feito torna-se quase um vício, como o tererê. E agora, como serviço de utilidade pública, vale uma receita:
Pegue chaleira onde caiba 1 litro de água. Se for de alumínio, bem areada por dentro, pelo menos. Coloque vazia no fogo. Estando quente, torre ligeiramente um punhado sutil de folhas de Banchá. Ou seja o que couber na pontinha de todos os dedos de uma mão. Balance a chaleira para as folhas tostarem sem queimar. Soltou fumaça jogue água em cima. Tem que chiar. Acrescente 3 sementes de anis estrelado, ferva por 5 minutos, contrariando todos os outros, que devem ser infusões. Coe para uma jarra e tome gelado. O que ficou na chaleira aceita nova cocção, mais diluída porém igualmente depurativa, hidratante. Até as crianças gostam!
Para os barmans, Banchá gelado: um copo alto com mais gelo, 2 colheres de uísque, 1 rodela de laranja, ou só a casca.
Tome chá por prazer, sede, resfriados, ressaca, dor-de-cotovelo. Neste caso específico, faça como T.S.Eliot em um de seus poemas que diz: Sorrio, claro está... E continuo a tomar chá.
Obs:. Banchá e anis estrelado se encontram no mercado. Seção de especiarias e produtos orientais.





