Reza por paz, graça e alimento espiritual. Por sabedoria e direção, pois tudo isso é legal, Mas não esqueça as batatas. (poesia de J.T. Pettee, ''Reza e batatas'')

Como viveríamos sem esse tubérculo? Nossas cozinhas ficariam muito mais frias e vazias e o ''Lobo'', que é a fome, estaria sempre a rondar nossa porta. Uma boa batata cozida com sal já matou a fome de muitas pessoas que foram à guerra as modernas e as antigas. Meu pai, que lutou na Guerra Civil espanhola, conta que em alguns dias, os soldados tinham que cozinhar as cascas das batatas que encontrassem no lixo. As batatas são como o pão: cheias de carboidratos, mas que saciam igualmente. Fritas então irresistíveis , o melhor aperitivo que foi inventado. Com algum tipo de molho não há dieta que resista. Mas existem muitas formas mais lights de se preparar batatas, a mais leve delas seria a receita da cozida ou assada com sal. Uma forma muito difundida seria a salteada, ou ''sautée'', onde a batata é refogada em sua própria água, se possível, e que é o segredo para se fazer boas tortillas.

Batatas que pulam
(para 4 pessoas)
1 frigideira grande que não grude.
6 batatas de tamanho médio descascadas e lavadas
1/2 xícara de óleo
3 colheres de molho de soja
sal, pimenta a gosto.

Corte as batatas em rodelas grossas, de 1 a 1,2 centímetros. Esquente o óleo. Acrescente as batatas em rodelas. Misture, acrescente o shoyu e os temperos e não mexa mais, diminua o fogo e tampe. Chacoalhe a frigideira com vigor, de vez em quando, para que elas não grudem e tostem por igual. Com queijo ralado em cima, recém-feitas, matam qualquer fome.
Maria de los Angeles é chef de cozinha do restaurante Paella Como Te Gusta e colaboradora da Folha

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