O trio brasiliense Little Quail and The Mad Birds amenizou o punkabilly fuleiro de seu primeiro disco lançado há dois anos pelo extinto selo Banguela.
Agora como contratado da gravadora Virgin, o grupo retorna às lojas com uma roupagem rock’n’roll menos acelerada mas ainda recheada do besteirol adolescente que povoa suas letras desde os tempos em que dividia o mesmo quarto de ensaios com os Raimundos.
Em ‘‘O Alarme’’, uma brincadeira em cima de Henry Mancini (autor de trilhas sonoras famosas como ‘‘Pantera Cor-de-Rosa’’ e ‘‘O Passo do Elefantinho’’), a molecagem se apresenta em versos como ‘‘Quem mandou você sentar no meu cadillac?/ Agora o alarme já disparou/ Agora eu vou entrar no túnel, meu bem/ e você vai sentir o vaivém/ Mas quando você no meu câmbio pegou/ O meu alarme já disparou...’’.
Mas o estoque de traquinagens atinge o pico em ‘‘Raquel’s’’, onde um arranjo pretenciosamente épico de violinos é ridicularizado com as desafinações do vocalista. Little Quail brinca de colidir cliclês. Não sendo porém uma caixa de surpresas, o grupo já soa cansativo neste segundo álbum, que além das composições próprias inclui covers de Jorge Benjor e dos Kinks.

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