Comemorando amanhã nove anos de existência sob a administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Cine Com-Tour/UEL é considerado um patrimônio cultural dos londrinenses por ser o único cinema da cidade a exibir ao longo do ano apenas produções que fogem do circuito comercial. Apesar de reconhecer o mérito da iniciativa, muitos dos espectadores que prestigiam as sessões de filmes de arte da sala reclamam que alguns lançamentos não chegam a Londrina e outros são exibidos meses após as estreias mundiais.
Problema que poderá ser resolvido com a mudança do sistema da atual exibição em película para a projeção em sistema digital. "Atualmente temos muitas dificuldades para obter as poucas cópias que restam em película, ainda mais por fazermos parte dos circuito B, que fica atrás das grandes capitais na ordem de prioridade das distribuidoras. Isso acaba atrasando a data de exibição dos filmes", explica Carlos Eduardo Lourenço Jorge, diretor do cinema.
Ele cita um exemplo recente, que aconteceu com o filme "O que os homens falam". "A estreia mundial aconteceu em julho e só conseguimos uma cópia em película em outubro. Como as distribuidoras têm um número muito maior de cópias digitais por conta dos baixos custos, não devemos mais enfrentar esse tipo de situação após adquirirmos os equipamentos para exibição com a tecnologia digital", planeja Jorge.
Mas, segundo ele, ainda não há uma previsão de quando os novos equipamentos serão adquiridos. "Existe uma grande vontade institucional de que essa mudança aconteça o quanto antes. Mas ainda não temos previsão orçamentária para a compra dos equipamentos, que custam em torno de R$ 250 mil", ressalta.
Apesar dos avanços tecnológicos, Jorge acredita que sempre haverá espaço para as projeções em película. "São inúmeras as vantagens do sistema digital, mas sempre haverá cineastas que produzirão filmes pelo método tradicional. Por isso, mesmo após a compra dos equipamentos digitais, pretendemos manter na ativa o projetor do Cine Com-Tour/UEL, que é o mesmo utilizado na época do Cine Teatro Ouro Verde e pelo qual temos uma grande ligação afetiva." (M.R.)

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