Paris - Mistura de inspirações e de épocas, tecidos belíssimos, aparência de rainha, Emanuel Ungaro demonstra que a alta-costura é, antes de mais nada, a arte de tornar a mulher sublime, ao apresentar, em Paris, sua coleção para a temporada primavera-verão 2003.
O estilista italiano dá vitalidade à alta-costura, principalmente nos modelos para a noite. A silhueta é moderna e alegre, com seus modelos exibindo imensos chapéus adornados com tule e rendinhas.
As jaquetinhas justas são bordadas com bocas femininas bem vermelhas e combinadas com saiões de cetim estampado. Os vestidos longos são negros e exibem adornos de miçangas vermelhas. Duas mãos podem estar desenhadas nos quadris e a fivela do cinturão tem a forma de uma boca. O tule dá um tom alegre, adorna os ombros e cobre os braços com finas redinhas.
Os vestidos superfemininos são de seda estampada e tons que vão do rosa velho ao coral, sob abrigos turquesa e ouro enfeitados com falsos botões com detalhes violetas.
A coleção da maison Scherrer, a cargo do estilista Stéphane Rolland, é uma ponte entre Paris e o Oriente. As belas de Scherrer exibem turbantes e terninhos com saias franzidas e listradas. Um smoking cor de marfim dá um ar de informalidade à noite, em que também brilham os bustiês de cetim duquesa.
A noiva de Scherrer é adornada com uma capa marfim coberta de pérolas e rubis.
Eymeric François, jovem estilista de 24 anos que apresentou pela primeira vez sua coleção de alta costura, manifesta toda sua imaginação em vestidos feitos praticamente sem tecido, que é substituído por alfinetes, fechos e fitas.
Franck Sorbier, por sua parte, apresentou dezoito modelos brancos, que podem muito bem vestir uma noiva ou uma debutante. Para ele o bustiê é vegetal, o vestido de camadas de renda ou de seda é comprido. Plumas, renda ou ráfia se misturam em um hábil mosaico elaborado por esse estilista singular.

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