Moda na França: a Egiptomania

Os faraós, as pirâmides e as esfinges estão em moda na França. E também as excursões ao rio Nilo. Quatro dos vinte livros mais populares entre os franceses tratam de um faraó: de Ramsés II. Os cursos especializados em egiptologia surgem pela França toda. Nas televisões, há vários debates sobre a vida, a arte e a escrita do povo do Egito. O turismo dos franceses rumo ao Cairo cresceu 158 por cento em relação ao ano passado.

Parece o Cairo

Hoje em dia, quando você entra em certas livrarias de Paris, parece que está no Cairo. São cartazes e folhetos sobre os novos lançamentos de livros que tratam das coisas da vida egípcia. Christianne Noblecourt é a grande dama francesa do assunto. Christian Jacq também faz sucesso com suas publicações sobre os egípcios. Cada um já vendeu mais de um milhão de livros sobre Ramsés II.

Complô no Nilo

Violaine Vainoyeke está escrevendo uma novela sobre Ramsés III. Já o autor Jean Kérisel está terminando Queóps, que fala das pirâmides e de seus arquitetos egípcios.

Moisés contestado

A autora francesa Cristianne Noblecourt insiste em que não foram encontrados provas de que realmente Moisés retirou os judeus do cativeiro no Egito. Por outro lado, o novelista Jacq diz que pesquisou a respeito e que está comprovado que Moisés e Ramsés eram amigos.

Paixão antiga

Na realidade, a paixão francesa pelos egípcios é antiga. O rei Luis XIV mandou colocar várias esfinges nos jardins de Versalhes. Quando Napoleão Bonaparte conquistou o Egito em 1798-99, seu triunfo deu lugar à moda de móveis e de arquitetura egípcia entre os franceses. Em 1836, metade de Paris esteve presente para aplaudir o obelisco Luxor na Praça da Concórdia, em homenagem à cidade egípcia do mesmo nome. E recentemente, nos anos 70, os franceses fizeram mobilização financeira para ajudar a salvar 24 templos antigos que ficavam às margens do histórico rio Nilo.

Agora é nostalgia

Alguns jornalistas afirmam que a nova onda de amor ao Egito é nostalgia entre os franceses. É onde as pessoas podem sonhar, afirma o escritor Christian Jacq. O falecido presidente François Miterrand também gostava de ler sobre o Egito. Foi ele quem mandou construir uma gigantesca pirâmide de cristal no Museu do Louvre. E há registros de que Miterrand e sua amante, e a filha deles, passaram férias, em diversas ocasiões, explorando a história à beira do rio Nilo. E novos autores prometem escrever sobre a rainha Cleópatra e sua influência sobre os romanos. Os italianos não vão gostar, comentam os franceses, mas vão comprar os livros, certamente. Os mistérios do Egito continuam, portanto, a apaixonar seus estudiosos.

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