Roberto Cavalli e Giorgio Armani colocaram em suas coleções de prêt-à-porter para o verão 2003, apresentadas em Milão, sua visão da moda étnica: uma versão chinesa e sexy para o primeiro, mais tênue e informal, mas igualmente sensual, para o segundo.
Para Roberto Cavalli, a mulher se cobre com minivestidos de padrão chinês bordados com dragões e flores e usa sapatos de casco de tartaruga com saltos vertiginosamente altos.
Sua outra prenda favorita é o corpete, onipresente e que pode ser usado por cima de vestidos, camisas e quimonos, como um de couro vermelho brilhante combinado com uma minissaia ou pantalonas.
Para as que não se atrevem tanto, Cavalli apresenta paralelamente uma moda inspirada nos tapetes do século XVIII, com sobrecasacas de cor marfim bordadas com flores multicoloridas ou estolas de seda gigantes, que podem ser adornadas com peles.
Giorgio Armani, por sua parte, propõe uma alternativa à ''escandalosa exploração da feminilidade, transformada em exibicionismo'' na publicidade, segundo afirma o estilista no preâmbulo de sua apresentação. Suas palavras-chave são sensualidade, liberdade e visão contemporânea do estilo étnico.
As sedas jacquard são delicadas, os vestidos em tons pálidos rosa, alaranjado ou violeta têm um ar oriental em suas echarpes torcidas e usadas sobre os ombros. As saias são inspiradas na Índia e na Malásia e as pantalonas de suave jérsei se combinam com jaquetas bem estruturadas.
Os vestidos largos de cores suaves são justos e possuem decotes originais. A mulher de Armani abandona o Oriente para ir a Hollywood, com vestidos brilhantes e dignos de uma cerimônia de entrega do Oscar.
Na coleção de Marni, a impressão é de frescor e romantismo. Os delicados estampados de flores tornam leves as folgadas pantalonas. E os vestidos de verão dão uma total sensação de que se está em férias.

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