Marcos NegriniO estilista Walter Fávero diz que sem estudo cria-se moda na raça com muito suorDepois de ser reconhecida como pólo regional da confecção, que vai sediar a I Feira Moda Paraná em agosto, reunindo a produção de Londrina, Cianorte e Apucarana, Maringá marca mais um ponto no mundo fashion. Os estilistas e funcionários das cerca de 600 confeções da região poderão receber formação acadêmica sobre o assunto porque a partir do próximo ano começa a funcionar a segunda faculdade de moda do Paraná - a primeira é em Londrina. O curso que terá a duração de quatro anos vai oferecer 100 vagas no período matutino.
O curso superior de Moda está em fase final de planejamento e de projeto dos laboratórios e ateliês. ‘‘Vamos priorizar a ciência competitiva, a tecnologia globalizada, a organização do setor baseada na demanda e seus aspectos sociais para que o futuro profissional possa se adaptar à constantes mudanças no mercado’’, anuncia Wilson Mattos Silva, diretor do Centro de Ensino Superior de Maringá, instituição que mantém o novo curso.
O estilista Walter Fávero trabalha há mais de dez criando modelos para confecções e assessorando butiques.‘‘Já estava na hora de ter uma coisa assim porque a maioria aqui é autodidata e para criar temos de pesquisar muito, na raça, o que se faz lá fora. Tudo é na base do suor e da intuição’’, admite o estilista que estudou desenho industrial em Mato Grosso.
A proprietária de confecção Rima Makdesi está fazendo faculdade em São Paulo porque não tinha uma em Maringá.‘‘Meu sonho sempre foi fazer faculdade de Moda com que trabalho há mais de dez anos. Queria me aprofundar’’, conta. Ela gosta do seu curso porque aprende História da Indumentária, História da Arte e da Cultura e outros aspectos importantes para seu desempenho.‘‘Estudando a gente sabe por que as coisas acontecem na moda, o comportamento do consumidor. Um curso assim vai enriquecer a região. Eu mesma pretendo dar essa chance aos meus funcionaários. Muitos deles adorariam aprender mais, mas não podem ir estudar num grande centro de Moda como São Paulo’’, diz a estudante. ‘‘Uma faculdade é importante para informar ao profissonal, por exemplo, sobre como fazer uma coleção bem estudada, o porquê das tendências, aspectos sobre o consumidor. Acho que até vou pagar para meus funcionários se capacitarem’’, diz a confeccionista Rima Makdesi.

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