Pierry VerdyThierry Mugler evoca os insetos no modelo de verão feito para a passarela



Foi uma verdadeira maratona de desfiles. Durante cinco dias consecutivos, 17 grandes casas de alta costura de Paris reeditaram a antiga batalha entre o clássico e o moderno que terminou na última quinta-feira. A novidade ficou por conta das estréias de Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler no mundo da alta-costura. Saídos do universo do prêt-à-porter, eles acabaram sendo uma das principais atrações da imprensa internacional.
Mas houve outros momentos importantes como o desfile da coleção de Christian Lacroix, a vigésima apresentada com seu próprio nome e com a qual comemorou os dez anos de existência de sua maison. Entretanto, as sensações foram os defiles das tradicionais Casas Givenchy e Dior cujas coleções são assinadas respectivamente pelos ingleses Alexander McQueen e John Galliano.
McQueen mostrou roupas originais e futuristas enquanto Galliano optou pelo tradicionalismo luxuoso que sempre caracterizou a Dior. Sucesso, muito sucesso. Tanto que a imprensa anglo-saxã acolheu os dois desfiles com louvores.
Para contrabalançar a estrondosa e badaladada chegada dos ingleses, dois outros monstros sagrados provaram que continuam com tudo em cima: Yves Saint Lauren e Karl Lagerfeld (Chanel), deram um verdadeiro show de classicismo à toda prova. E, como não poderia deixar de ser, algumas farpas foram trocadas nos bastidores. ‘‘Vivemos numa época em que as pessoas se tornam famosas antes de demonstrar que sabem trabalhar. Hoje só restam três criadores da alta-costura: Saint-Laurent, Lagerfeld e Lacroix’’- disparou Pierre Bergé, presidente da maison Yves Saint-Laurent.
Museu da ModaNuma semana dedicada à alta-costura, outra boa notícia é a inauguração, em Paris, do Museu da Moda, instalado no Palácio do Louvre. O acervo, que vai do século 18 até os dias de hoje, compreende 16 mil peças, 35 mil acessórios e 30 mil tecidos. Duas vezes por ano, essas peças serão renovadas para garantir a conservação e também o interesse do visitante. O espaço total tem 3 mil metros quadrados.
Cada coleção exposta terá um tema. O primeiro, para marcar a inauguração do Museu, é a geometria. Dentro deste tema, os visitantes poderão constatar, por exemplo, a geometria do corpo (a adaptação da roupa aos diferentes padrões de beleza que vão do corpo arredondados à magreza imperativa dos anos 90), geometria do corte (os diferentes volumes impostos) e geometria do motivo (losangos, quadrados, raios, etc).
O Museu obedece a uma ordem cronológica inversa de exposição. A visita começa nos anos 90 e termina no século 18, onde peças usadas pela nobreza - como espartilhos, saias de arame e chapéus de plumas - mostram a moda como arma de eterna sedução.





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