Apesar de todas as cores do mundo, o preto e o branco prevaleceram no segundo dia da São Paulo Fashion Week. Não que o dia tenha sido apenas bicromático, pelo contrário, a explosão colorida apareceu novamente. Mas mesmo quando a cartela de cores é generosa, há o branco prevalecendo. Caso da fervida Triton, que contrasta os tons claros com a acesa tangerina. Ou o azul marinho, nas listras náuticas.
Pedro Lourenço e Iódice começaram seus desfiles com o preto-e-branco, mas os finais foram coloridíssimos. No convés-passarela montado pela grife de Valdemar Iódice, o grand finale tem estampas com perfume pucciano (tributo ao estilista italiano Emilio Pucci). Carlos Tufvesson volta ao evento (não se apresentou na temporada outono-inverno) com o branco como estrela máxima. Ele fala em paz e traduz para a sua coleção o que se espera com a atual crise de segurança.
Não que Fause Haten busque guerra ao invadir a passarela com seus homens vestidos de camuflados. O estilista suaviza o tecido dos uniformes militares com o branco de pano de fundo.
A Cori, que tem Alexandre Herchcovitch como diretor de estilo, olha para os anos 20, mas faz um releitura moderna, já que os comprimentos estão mais minis do que nunca. O dia de desfiles terminou com a Cia. Marítima misturando referências baianas e africanas. O resultado aparece nas estampas de bananeiras, nos búzios gigantes e nos caftans vaporosos que podem ser usados na praia, na piscina e na cidade.
A jornalista Karla Matida viajou a São Paulo a convite da organização do evento

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